Os integrantes da Ocupação União Brasília Brasil não desistiram de permanecer no gramado central da Esplanada dos Ministérios. Embora tenham retirado a estrutura de barracas, a energia elétrica e os aparelhos eletrônicos na noite de quarta-feira, os ocupantes resistem e garantem que vão continuam na área hoje, durante o desfile de 7 de setembro. Pelo menos 25 pessoas se revezam no local durante o dia. Mas, segundo os acampados, à noite os cerca de 50 ativistas dormem no local, que agora conta apenas com colchões e malas.
O acampamento ganhou força desde quarta-feira à noite, mesmo após a retirada das tendas. Pessoas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Maranhão e São Paulo chegaram para apoiar os manifestantes do Distrito Federal, que pedem reforma política e econômica do País. A promessa dos ativistas é de retomar o acampamento, com mais tendas, após o desfile.
Nova estratégia

Os manifestantes planejam mudar o nome do acampamento, para que a ação tenha mais força. “A nossa ideia é de ressurgir das cinzas em um novo movimento. Só vamos sair quando conseguirmos reforma política. O governo não vai conseguir nos retirar”, afirma Sandra Alves, 33 anos.
A geógrafa considera que houve arbitrariedade por parte do governo durante a retirada das tendas. “Sofremos uma ditadura não avisada. A ocupação tem o cunho de acabar com a corrupção. Não queremos terra”, ressalta.
Natalie Gomes, 36 anos, chegou da Paraíba para ingressar na ocupação na noite de quarta-feira, quando as barracas estavam sendo desmontadas. A moradora de João Pessoa destaca que as reivindicações só serão ouvidas quando o povo for às ruas. “Vim porque faço parte desse movimento como cidadã. A casa legislativa é do povo, e o gramado Congresso Nacional é do Brasil inteiro”, aponta.
Volta para casa
A designer reforça que estuda a possibilidade de adiar a volta para João Pessoa por conta da ocupação. “Espero que um dia haja reação diante das reivindicações. Não tenho medo. Lutamos sem nada, apenas com coragem e força. Vamos continuar assim”, reforça.