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Brasília

Manifestantes do MTST ateiam fogo e fecham Eixo Monumental

Arquivo Geral

03/05/2012 18h33

Após protestarem em frente ao Palácio do Buriti, o grupo com aproximadamente 250 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) atearam fogo em jornais e pedaços de madeira no Eixo Monumental. A via está completamente parada em frente ao Buriti.   

 

O grupo de militantes entrou em conflito com Policiais Militares, em frente ao Palácio do Buriti, nesta quinta-feira (3). Com a confusão uma porta de vidro do prédio acabou sendo quebrada.

 

Em nota, o GDF repudiou a tentativa de invasão do Palácio do Buriti. Segue a íntegra da nota:

 

Por volta das 15h25 desta quinta-feira, um grupo de aproximadamente 250 pessoas tentou forçar a entrada na sede do Governo do Distrito Federal. De acordo com informações da Segurança do Palácio do Buriti, os manifestantes chegaram às imediações do prédio ao mesmo tempo, trazidos em três ônibus e um caminhão. O vidro da porta principal do palácio foi quebrado de cima a baixo durante a tentativa de ocupação, que foi contida pela segurança e por policiais militares, que mantêm, nesse momento, o prédio cercado.

 

Os manifestantes se identificaram como integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que ocupam desde o dia 21 de abril, de forma irregular, área da Terracap em Ceilândia. A Justiça já concedeu a reintegração de posse da área invadida: os ocupantes foram notificados no sábado e receberam prazo de cinco dias para deixar o local.

 

O Governo do Distrito Federal repudia esse episódio e tomará todas as medidas necessárias para apurar a tentativa de invasão e a depredação do patrimônio público, que colocou em risco a integridade física de servidores, visitantes e dos próprios manifestantes, entre eles, diversas crianças. Três agentes da Segurança do Palácio sofreram lesão corporal, ficando feridos com cortes nos rostos e nas mãos.

 

A radicalização do movimento é inaceitável. O GDF manteve o canal de diálogo aberto com o grupo, tendo aceitado atender as duas demandas inicialmente apresentadas: inclusão nos programas habitacionais e sociais do governo. No entanto, o grupo decidiu permanecer na área até que as famílias recebam as casas, o que é inaceitável. O GDF reafirma que não compactua com ilegalidades e nem vai permitir invasões de áreas e prédios públicos.

 

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