Na manhã desta sexta-feira (18), o Lago Paranoá amanheceu com uma nova mancha de óleo. De acordo com o major da Polícia Ambiental Souza Júnior, a mancha de hoje é um desmembramento do vazamento ocorrido ontem. Uma equipe da Polícia Ambiental junto com um grupo especializado em tratamento de acidentes químicos, no total de 50 homens, vão fazer uma operação às 10h30 para averiguar a dimensão do impacto provocado pelo vazamento tanto na fauna como na flora.
Um pó químico, conhecido como turfa, será jogado para absorver a substância vazada no Lago Paranoá, decorrente, mais uma vez, do vazamento de uma caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Na busca, a equipe vai procurar por animais que estão debilitados devido ao contato com a substância.
Relembre
Não é a primeira vez que o Hran é protagonista de problemas relacionados ao vazamento de poluente de suas caldeiras. Em junho de 2012, a unidade foi multada pelo mesmo problema. Após fiscalização de analistas ambientais do Ibram, em conjunto com técnicos da Caesb e da Novacap, foi feita uma varredura na galeria de águas pluviais a partir do ponto de lançamento onde ocorreu a contaminação. A conclusão foi de que a origem do óleo derramado era uma caldeira utilizada pelo hospital, e de responsabilidade operacional de uma empresa terceirizada.
De acordo com o Ibram, o manejo incorreto do óleo tipo BPF e os vazamentos existentes no sistema e uma falha na boia de controle do reservatório fizeram o líquido escoar pelo sistema pluvial e ser levado até o lago pela chuva.
Saiba mais
Os danos podem ser irreparáveis. Se o óleo for derivado de petróleo, a fauna e a flora do lago estão está sendo agredida. Ainda não se sabe o tamanho do estrago feito, mas a primeira providência é conter e tentar evitar que se espalhe.
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