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Brasília

Mais detalhes sobre o caso da deficiente mental que foi vítima de abuso no Recanto das Emas

Arquivo Geral

08/07/2013 6h48

A polícia prendeu um homem de 38 anos sob suspeita de estupro, no Recanto das Emas. Conforme depoimentos, ele teria abusado de uma mulher de 46 anos, que é deficiente mental. O suspeito está detido e nega o crime. A 27ª DP (Recanto das Emas) é responsável pelas investigações.

 

Segundo o delegado Bernardo Marino Carvalho, a mãe da vítima tem lote na região da Quadra 300, onde mora e aluga parte do imóvel. Um dos inquilinos é o suspeito do crime.

 

“A mãe da vítima teve que sair de casa e deixou a filha com duas netas brincando. Quando ela voltou, não encontrou a mulher. Ela a procurou, até chegar no lote alugado. Estava tudo escuro quando ela entrou e viu a filha e o acusado”, contou o delegado. Conforme o depoimento, a filha teria indicado que o homem   tocou em suas partes intimas.

 

Revoltada, a mãe expulsou o acusado   da residência. Vizinhos teriam tentado linchar o homem em via pública. Neste momento, policiais militares   chegaram ao local e prenderam o suspeito.

 

Indiciamento

 

Segundo o delegado,  o homem negou que tivesse cometido o ato. Mas diante do conjunto de provas, ele será indiciado por estupro de vulnerável. A pena varia de oito a 15 anos de prisão.   A família da vítima não quis falar sobre o assunto, mas comentou que a mulher está se recuperando.

 

Perfil da maioria dos casos no DF

 

O episódio do Recanto das Emas chama a atenção devido à sequência de casos de estupros que   ocorreram no Distrito Federal nos últimos dias (leia a memória). O volume de casos em tão pouco tempo provoca preocupação entre a população. 

 

Grande parte dos casos de estupro ocorre na casa das vítimas ou do autor do crime. Uma pequena parcela dos casos é cometida em via pública. O crime tem ocorrido principamente em Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Santa Maria e Sobradinho.

 

Denúncia

 

Em muitos casos, a denúncia à polícia não é feita imediatamente. Isso dificulta a investigação policial por diversos fatores, principalmente porque a polícia não pode fazer o exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML), procedimento que serve como prova no inquérito e pode sustentar a prisão do criminoso.

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