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Brasília

Mais de 20 mil pessoas são esperadas em protesto contra a corrupção

Arquivo Geral

07/09/2011 9h13

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Este dia 7 de Setembro não será marcado somente pelas comemorações cívicas. Está prevista para hoje, em Brasília, uma marcha contra a corrupção, em paralelo ao tradicional desfile militar. Enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver cercada por autoridades assistindo à parada, no palanque montado ao lado da Esplanada dos Ministérios, na pista contrária uma marcha contra a corrupção – com expectativa de participação de mais de 20 mil pessoas – promete atrapalhar “com muito barulho” a festa governamental. A concentração está marcada para 10h, no gramado ao lado do Museu Nacional.

Justamente por causa da marcha, que passará a uma distância de pelo menos 300 metros do palanque presidencial, a Polícia Militar precisou reforçar a segurança na Esplanada.

Mesmo com reforço nas grades que separam o gramado e as arquibancadas onde o público poderá ficar, no Palácio do Planalto, havia uma preocupação com a proporção que poderá tomar a marcha contra a corrupção. Os organizadores prometem levar vuvuzelas, tambores e apitos, além de faixas e cartazes com dizeres contra a corrupção no País.

Um dos organizadores da marcha, Walter Magalhães, 28 anos, disse que, apesar de a maior parte da convocação ter sido via redes sociais (até as 21h de ontem, mais de 26 mil tinham confirmado presença pelo Facebook), há expectativa de comparecimento de 20 mil na manifestação. “É um protesto apartidário, sem qualquer envolvimento com política”, afirmou Magalhães, pedindo a todos que compareçam e usem camisetas pretas, em sinal de luto.

“Não adianta ficar inconformado sentado no sofá de casa. Precisamos fazer alguma coisa para mostrar que estamos vivos e contra isso tudo que está acontecendo”, desabafou.

Magalhães informou que a marcha sairá uma hora depois do desfile ter sido iniciado, e que todos vão tentar chegar em algum ponto em frente ao palanque presidencial, mesmo que à distância, “para que as autoridades vejam os manifestantes e percebam nossa indignação”.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, informou que vai se juntar aos manifestantes em Brasília. Ele lembrou que esta é “uma manifestação espontânea da sociedade indignada com a deterioração moral e ética”. E emendou: “Esta é uma data simbólica e significativa e tem toda uma representatividade histórica para o País, para que o povo brasileiro dê seu grito de independência ou morte que será, agora, um grito de chega de corrupção”.

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