Bruna Sensêve
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A Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social (Seops) recolheu, de julho a novembro de 2010, 101.754 placas e faixas fixadas irregularmente em áreas públicas do Distrito Federal. Somado aos números da Administração de Brasília, os órgãos acumulam mais de 127 mil itens retirados das vias da capital federal. Esse número tende a ser muito maior se forem consideradas as peças publicitárias apreendidas pelas administrações locais e a Agência de Fiscalização (Agefis).
Quem sofre mais com o problema é o brasiliense que precisa se esforçar para enxergar outros carros em rotatórias e retornos com visão bloqueada por faixas publicitárias. Os que esperavam que o problema seria resolvido depois das eleições, quando o montante de faixas e placas de candidatos abarrotaram a cidade, ficaram decepcionados.
A gaúcha Maria Ester Segantini, 63 anos, é moradora do Distrito Federal há mais de 23 anos e confessa que nunca viu a cidade tão descuidada. “Acho que esse é o período mais crítico para Brasília, principalmente no que diz respeito à poluição visual. Além das placas e faixas com propagandas, o mato não está cortado e o lixo está acumulado. Com certeza isso não é visto em outras capitais na época de festas”, desabafa.
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