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Brasília

Lixo coletado nas casas dos moradores do Lago Norte se transforma em renda

Arquivo Geral

09/05/2012 7h04

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O lixo coletado nas casas dos moradores do Lago Norte se transforma em renda para  famílias do Varjão. O projeto começou em 2008, cresceu e, hoje, conta com a adesão de 80% da população do Lago Norte, segundo estimativa da administração regional.

A iniciativa foi implementada quando a cidade criou o serviço de coleta seletiva. A ideia partiu da administração do Lago Norte e tem o apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Administração Regional do Varjão. Os resíduos são destinados à Central de Reciclagem do Varjão (CRV),  cooperativa formada por 30 mulheres.

Depois que o lixo é levado das residências, o material segue para o galpão da CRV. Ali, as catadoras são responsáveis pela separação dos resíduos. O que pode ser reciclado – como plástico, papel e metal – é vendido pela cooperativa e se reverte na renda das trabalhadoras. O restante é enviado pelo SLU ao Lixão da Estrutural. De acordo com a administração regional, cerca de 50 toneladas são encaminhadas à cooperativa todos os meses.

     Segundo a diretora de Serviços da Administração do Lago Norte, Roberta Reis, o surgimento do projeto se deu como uma forma de conscientizar a população a respeito da importância da coleta seletiva, e também como um apoio à população do Varjão que vive desse tipo de trabalho. “O projeto surgiu como um estímulo às catadoras. A partir de uma parceria que fizemos com a CRV, iniciamos os trabalhos na cidade. O Varjão foi escolhido por ser uma região próxima à nossa e pelo Lago Norte não possuir um serviço de separação de recicláveis”, diz.

 

Nesses quatro anos de existência da cooperativa, as catadoras acompanharam o fortalecimento da parceira. “De 2008 para cá,  o lixo que chega para nós aumentou e muito. Por mês, dependendo da quantidade que chega aqui, dá para tirar pouco mais de um salário-mínimo”, afirma a cooperada Vera Lúcia, 45 anos.

 

Para a catadora Jandira Rosa Rodrigues da Silva, 47 anos, o trabalho realizado no Lago Norte é imprescindível para a geração de renda das cooperadas. “É muito bom para a gente a vinda desse lixo, pois ele nos ajuda a ganhar o pão de cada dia. De 15 em 15 dias, vendemos o material separado e a cada venda ganhamos de R$ 250 a R$ 300”, diz.

 Jandira conta que sem os recicláveis que chegam até a cooperativa, seria difícil manter a família. “O que eu ganho aqui, ponho tudo em casa. Complemento minha renda juntando latas de alumínio, garrafas pet e papelão nas ruas. Mas sem o lixo que vem do Lago Norte, não conseguiria ganhar mais que R$ 100 por mês”, completa.

 

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