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Brasília

Lixo ameaça o Lago Paranoá

Arquivo Geral

24/12/2010 7h56

O Lago Paranoá tem recebido até cem mil toneladas de lixo por ano, segundo dados do próprio Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Quantidade suficiente para deixar em alerta os ambientalistas, uma vez que tantos detritos têm sido a principal causa do assoreamento (redução do espelho d´água) de um dos principais cartões-postais da cidade. O pior: não existe um órgão fiscalizador permanente do governo local que assegure a sobrevivência do lago.

 

O setor de Fiscalização do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram) age apenas quando recebe denúncias de que empresas ou pessoas estão lançando lixo no lago, para que assim possam fazer um flagrante. Este ano, nenhuma empresa foi multada. Em situações em que o lixo já tenha sido jogado no Lago Paranoá, sem flagrante, cabe ao SLU fazer a vistoria e levantar os responsáveis por tal ação. Mas há três anos não existe mais fiscalização por parte do órgão.

 

Para atenuar o problema da poluição do Lago Paranoá, a Secretaria de Obras está com um projeto em licitação, com previsão para ser implementado no próximo ano, que fará a retenção da água das chuvas em reservatórios, onde o lixo sólido (garrafas, sacos plásticos, latas e outros) será retido e a água filtrada para melhorar a vida do lago.

 

A Agência Reguladora de Águas (Adasa) informa que toda água de chuvas leva poluição para o lago. Isso acontece porque a população joga lixo no chão, que posteriormente é “carregado” para o lago, e por isso, as pessoas precisam se conscientizar e entender que o processo de limpeza começa com a consciência de cada um. Uma campanha já está sendo veiculada, para que as pessoas entendam que não se deve jogar nada fora do lixo.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (24) do Jornal de Brasília

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