Ana Paula Andreolla, Francisco Dutra e Gabriella Bontempo
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Alei da cadeirinha completa um ano na próxima quinta-feira. O uso obrigatório desse equipamento e assentos elevatórios para crianças até sete anos e meio de idade já multou, até julho de 2011, quase 900 pessoas no Distrito Federal. Pelo não uso ser considerado infração gravíssima, o item não pode ser ignorado pelos condutores. Segundo a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a norma tem o objetivo de oferecer “condições mínimas de segurança para o transporte de crianças”.
De acordo com o gerente de Fiscalização do Detran, Marcelo Madeira, a aceitação do equipamento no DF foi grande, mas as operações de fiscalização não são abrangentes. “Nossas ações são em conjunto com a Operação Escolar e se concentram no Plano Piloto, Ceilândia e Taguatinga. Sabemos que além da educação e da exigência legal, a fiscalização ajuda a manter a norma”.
A professora Giseli dos Santos Oliveira Rosa, 30 anos, é mãe de dois filhos. Ela não teve problema para se adequar a nova lei. Para ela, o que realmente importa é a segurança dos filhos. “Independentemente da norma ou não eu já utilizava o equipamento. É excelente para as crianças que ficam presas à cadeirinha. Acho que é legal, seguro e confortável”, afirma.
Madeira explica ainda que mais do que a cadeirinha, a falta de cinto de segurança acaba sendo a grande teimosia dos brasilienses. “As pessoas acham que não precisam de cinto de segurança na parte de trás, mas é aí que se enganam”.
Perigo maior
Segundo especialistas, estar no banco de trás, sem a devida proteção, representa o lugar com mais riscos de se machucar em caso de acidente. É o que avalia o ortopedista Rodrigo Daher. De acordo com ele, o número de crianças que vai para o hospital por estarem em acidentes nesse tipo de situação é alto.
“Dependendo da situação, a falta de segurança no banco de trás acaba sendo até mais perigosa do que no banco da frente. Por conta da inércia, a pessoa é lançada para frente, onde pode acabar sendo esmagada pelos próprios obstáculos do veículo”.
O ortopedista esclarece que a cadeirinha é fundamental para evitar que o próprio cinto de segurança acabe colocando em risco a vida da criança. Sem o equipamento, em vez do cinto de segurança ficar no ombro, por não ter altura suficiente, o cinto pressiona o pescoço da criança, fazendo com que ela possa ter lesões na servical ou até mesmo ser enforcada.