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Brasília

Lazer e diversão com responsabilidade

Arquivo Geral

15/12/2010 10h50

Fim do ano letivo e os pais se veem diante de uma grande preocupação: pensar nas possibilidades para preencher o tempo livre dos filhos. As colônias de férias podem ser uma boa opção para os pais que não podem tirar férias. Com uma programação cheia de atividades recreativas, crianças e adolescentes aproveitam o recesso escolar para se divertir e conhecer pessoas novas. Mas é preciso ter cuidado com a escolha do estabelecimento, como observar atentamente a infraestrutura, a qualificação dos profissionais responsáveis e a alimentação que será oferecida.

A pediatra e especialista em desenvolvimento infantil Marilucia Picanço destaca que a colônia de férias é uma opção de sociabilidade para crianças e adolescentes, um complemento da escola já que eles convivem com pessoas fora do meio escolar ou familiar. “É nesse momento que a criança interage com crianças de outros locais. É importante que ela conviva não apenas com os colegas de escola. Dessa forma, estimula-se o amadurecimento”, completa.

Marilucia aconselha que os pais procurem conhecer os professores e monitores da colônia e o conteúdo que será transmitido. Além disso, é importante verificar se as turmas serão divididas por faixa etária, para que assim o conteúdo e brincadeiras sejam específicos e voltados para as idades adequadas.

Segundo Marilucia, o período de férias deve ser compartilhado, de preferência, com a família. A colônia então seria um espaço alternativo enquanto os pais trabalham. “Os momentos de lazer ao lado dos familiares são fundamentais e influenciam no desenvolvimento das crianças e adolescentes que estão em período de estruturação de personalidade”, afirma.

Segurança
O diretor da Vigilância Sanitária do DF, Gustavo de Lima, explica que durante todo o ano a equipe do órgão percorre estabelecimentos para checar as condições de infraestrutura. As colônias de férias organizadas pelos clubes costumam ser as mais procuradas. “A vigilância sanitária se antecipa em verificar as condições das piscinas, parques infantis, equipe médica e higiene do local”, afirma.

Segundo Lima, a lei não obriga que os estabelecimentos decidam com antecedência se irão oferecer a colônia no período das férias, o que dificulta a fiscalização específica. Ele orienta que os pais visitem pessoalmente o local antes da matrícula, e verifiquem as condições físicas e de limpeza. “Em caso de más condições, as pessoas podem reclamar pelo telefone 160. Uma equipe da Vigilância Sanitária será encaminhada ao local imediatamente. As medidas vão desde a notificação, aplicação de multas, até a interdição do estabelecimento”, diz.

O diretor-geral do Procon-DF, Oswaldo Morais, informa que o consumidor deve verificar o registro da empresa antes da contratação do serviço. Além disso, deve pedir referências a amigos e familiares. “É necessário obter o máximo de informações. O indivíduo também pode telefonar para o Procon a fim de saber se existem queixas contra aquela empresa”, explica.

Segundo Morais, o contrato deve ser lido com muita atenção. Todo material publicitário também deve ser guardado, pois está vinculado ao contrato. O diretor-geral alerta, ainda, que o consumidor deve exigir tudo por escrito e os pagamentos com cheque pré-datado devem ser especificados no contrato com valores, números, banco e datas. Além disso, o ideal é que o fornecedor apresente por escrito todas as atividades planejadas durante o período da colônia.

Rescisão
Em caso de desistência do serviço, a colônia de férias poderá cobrar multa. Essa cláusula, obrigatoriamente, deve estar o contrato. “A rescisão de contrato é um item que deve ser observado e, preferencialmente, o consumidor deve se manifestar por escrito quanto a essa decisão”, aconselha.  Os interessados em adquirir mais orientações devem ligar para o Procon no telefone 151.

Fique atento as dicas para escolher a colônia de férias certa:

– Observar as atividades e brincadeiras. É época de se divertir, mas com atenção no conteúdo repassado as crianças. Não hesite em tirar dúvidas.

– Verificar a alimentação servida.

– Segurança do local. Por exemplo, as janelas devem ter grades

– Observar se a quantidade de monitores é suficiente.

– Prestar atenção se o local oferece equipe médica. Onde há muitas crianças e adolescentes o risco de acidente é grande. Não se esqueça de deixar os telefones para contato.

– Verificar se as crianças são separadas por idade.

– Os brinquedos devem estar em bom estado, o parquinho de areia deve ser cercado, os alambrados sem ferrugem.

– O cartão de vacinas também deve estar em dia.

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