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Brasília

Laudo confirma caso de influenza aviária em ave silvestre do Zoológico de Brasília

Zoológico de Brasília mantém visitas suspensas após detecção do vírus H5N1 em emu australiano

Redação Jornal de Brasília

16/06/2025 18h14

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Laudo técnico divulgado nesta segunda-feira (16) confirmou a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – H5N1) em uma ave da espécie emu (Dromaius novaehollandiae), originária da Austrália e mantida no Jardim Zoológico de Brasília. A amostra foi coletada no dia 11 de junho e analisada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP). O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou oficialmente o resultado à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF).

Desde a notificação da suspeita, em 28 de maio, a Seagri-DF intensificou ações preventivas para evitar a disseminação do vírus no território. Com a confirmação do caso, continuam valendo as medidas do Plano de Contingência para Emergências Zoossanitárias do Mapa, que incluem protocolos de vigilância, biossegurança e controle sanitário.

O recinto onde se encontrava o emu infectado passou por higienização e desinfecção. A suspensão das visitas ao zoológico segue em vigor por tempo indeterminado, enquanto os demais recintos continuam sob vigilância constante.

Entre as ações de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Distrito Federal (SVO-DF) reforçou a fiscalização em regiões consideradas de maior risco para a entrada do vírus, como áreas próximas a granjas comerciais, lagos, barragens e parques. O objetivo é impedir que aves silvestres atuem como vetores de propagação.

Apesar da confirmação da doença, a Seagri-DF assegura que não há risco na ingestão de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados, reforçando que os produtos continuam seguros para consumo. O risco de infecção humana é considerado baixo e se limita, majoritariamente, a pessoas com contato direto e frequente com aves contaminadas.

A presença do vírus em aves silvestres ou de subsistência não afeta o status sanitário brasileiro perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), nem compromete as exportações nacionais, uma vez que não há envolvimento de granjas comerciais.

A Seagri-DF segue atuando em parceria com órgãos públicos e o setor privado para ampliar a vigilância, a comunicação e a conscientização da população sobre a importância da detecção precoce e do controle da doença no Distrito Federal.

Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF)

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