A Segurança Pública em Formosa, cidada da Região Metropolitana do DF a cerca de 100 quilômetros de Brasília está sendo colocada em xeque. Como se não bastasse o aumento dos casos de homicídios, sequestros relâmpago e assaltos, nem mesmo o quartel do 16º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da cidade, foi poupado. Uma sala da unidade foi invadida e 51 armas furtadas.
As armas – pistolas e revólveres – estão envolvidas em crimes e são peças importantes de processos que ainda serão julgados pelo Judiciário de Formosa. Por falta de uma sala segura para guardá-las, ficavam sob responsabilidade da Polícia Militar. Mas, para surpresa do comando do batalhão foram furtadas. O desaparecimento só foi descoberto segunda-feira (10), quando um PM responsável pelo material percebeu o forro quebrado.
O autor do furto sequer arrombou portas ou janelas. Entrou pelo forro, onde esqueceu uma arma de longo alcance. O suposto ladrão também deixou marcas de pés e mãos nas paredes. A arma abandonada no local foi encaminhada para a Polícia Técnica Científica, responsável pela perícia na cena do crime.
O furto vinha sendo mantido em sigilo pelo comando do batalhão. Porém, ontem, o tenente Luiz Jeová do Couto, responsável pela Assessoria de Comunicação da PM em Formosa, confirmou o furto. Há indícios de que o fato tenha ocorrido no fim de semana, mas só a perícia poderá confirmar e identificar suspeitos do crime.
Couto afirmou ainda que o tenente-coronel Luis de Jesus da Silva, comandante do batalhão, estava afastado por cinco dias para tratar de assuntos particulares, mas retornou segunda-feira. Ele comunicou o furto ao Judiciário e mandou instaurar sindicância para apurar o caso. A sindicância tem 30 dias para apontar possíveis culpados. Cerca de 30 dos 300 PMs quem compõem a corporação estavam de serviço. Todos vão prestar depoimento.