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Brasília

KPC não oferece risco fora do ambiente hospitalar

Arquivo Geral

18/10/2010 11h48

Por falta de informações, parte da população do DF teme o contágio pela bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) e, por este motivo, deixa de procurar os hospitais públicos e privados do Distrito Federal. A Secretaria de Saúde esclarece que intensificou o combate à bactéria e que um grupo está percorrendo os hospitais para reforçar as medidas de limpeza e higienização.

Entre as medidas preventivas está a lavagem cuidadosa das mãos, se possível com o uso de álcool. A secretaria também instituiu o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar para intensificar o combate à KPC. Pacientes contaminados estão sendo isolados para evitar a proliferação da bactéria. São medidas preventivas que pretendem manter o problema sob controle.

Informações da Sociedade Brasileira de Infectologia do DF revelam que os pacientes que correm mais risco de infecção são aqueles que fazem uso de sonda, cateter, pulsão venosa ou em outra situação que possa favorecer a infecção bacteriana.

A preocupação com a limpeza dos locais é uma medida importante para evitar que a bactéria KPC se espalhe, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e locais de atendimento do pronto-socorro. A prevenção é essencial já que o tratamento é considerado difícil, em razão de a bactéria ter alta resistência a antibióticos.

De acordo com o balanço da Secretaria de Saúde, divulgado na última sexta-feira (15), os casos de KPC registrados na cidade já atingiram nove hospitais da rede pública e sete unidades da rede privada.

O que é a bactéria KPC e como prevenir novos casos de infecção

– A Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é uma bactéria resistente a 95% dos antibióticos existentes no mercado farmacêutico

– Ela surgiu por conta de mutações genéticas, em que a bactéria desenvolveu resistência aos antibióticos como um mecanismo de sobrevivência

– A identificação de casos é feito por meio da análise de material do sistema digestivo

– Para tratar os pacientes com infecção, há poucos antibióticos disponíveis. O principal deles, que age contra a KPC, é a polimixina

– Para prevenir novos casos de infecção, médicos, enfermeiros e visitantes dos hospitais devem lavar as mãos e desinfetá-las com álcool 70%

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