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Brasília

Kakay rebate Durigan sobre possível prisão de Ibaneis: “irresponsabilidade”

Ministro disse em entrevista à Veja que vetou aporte da União para salvar o caixa do BRB; advogado fala em “informações privilegiadas” por parte do titular da Fazenda

Olavo David

02/06/2026 15h47

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, no plenário do STF durante julgamento do mensalão. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

*com Suzano Almeida

O advogado Antônio de Almeida Castro, o Kakay, rebateu as falas do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) “possivelmente será preso”. Em entrevista à revista Veja, o titular da pasta federal considerou que o emedebista tem responsabilidade direta sobre o envolvimento do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master. Para Kakay, que defende Ibaneis, as falas mostrariam que Durigan tem “informações privilegiadas”. 

Kakay ainda pontuou que Ibaneis “aguarda com tranquilidade” e que está à disposição da Justiça. “Afinal, como governador, sempre deu autonomia absoluta ao presidente do BRB”. O ministro também criticou o pedido de aporte feito à União para salvar o BRB. “Eu disse que era inadmissível”, pontuou. Para Durigan, o problema foi “gerado pelo ex-governador do DF” e “deve ser resolvido pelo ex-governador ou pelo próprio GDF”. 

Nesta terça (2), conforme publicou o Jornal de Brasília, a governadora Celina Leão (PP), que herdou o Buriti de Ibaneis, encaminhou à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que autoriza operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recompor o caixa da banco estatal e retomar a liquidez do BRB. A proposta foi encaminhada com pedido de tramitação em regime de urgência, fundamentado no artigo 73 da Lei Orgânica do DF.

Entenda o caso

O BRB foi dragado no escândalo do Banco Master, de quem comprou fundos sem lastro financeiro (os chamados “fundos podres”). Também era negociada uma compra da instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso, Foram R$ 16,7 bilhões injetados pelo BRB no Master, dos quais R$ 12,2 bilhões estão sob análise da Polícia Federal por suspeita de irregularidades. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, o banco público candango perdeu o dinheiro da compra e não recebeu os ativos, que foram bloqueados pela autoridade financeira.

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