Um jovem de 16 anos foi baleado após uma tentativa de assalto na porta da escola onde estuda, na Expansão do Setor O, em Ceilândia. De acordo com alunos e professores, a violência é recorrente e falta policiamento no local.
O rapaz, filho de um feirante e de uma servente, foi abordado a poucos metros do Centro Educacional 15 (CED 15) ontem. Ele teve o abdômen atingido com um tiro depois que três jovens tentaram roubar o tênis dele, avaliado em R$ 1,2 mil.
De acordo com o diretor do colégio, Anderson Pereira, ações de violência são comuns na região. “É raro a gente passar um dia sem que algum estudante chegue chorando na escola”, lamenta.
Para o subtenente Valdez Sales, do Batalhão Escolar, não há como prever o aumento da vigilância naquele local. “A gente faz o que pode, mas existe policiamento efetivo das sete da manhã até as 23h, diariamente”, lamenta.
Colegas de Fabrício, alunos da CED 15, explicam que o terror se instaurou naquela instituição. “Dá muito medo. Várias pessoas que conhecemos já foram agredidas e até esfaqueadas”, fala.
Professores calculam que, pelo menos, três agressões ocorrem diariamente nos arredores da escola. “O clima lá dentro da escola é de paz e amizade. O que cria esta instabilidade são as ações que acontecem antes do aluno entrar no colégio”, completa o coordenador e professor Carlos Couto.
Transferência
A mãe da vítima soube da agressão por telefone e disse que ele vai mudar de colégio quando receber alta. “Não vou deixar meu filho passar por isso de novo. Se não tem segurança, não tem motivo para ele continuar ali”, fala.
Transferências não são comuns no CED 15, mesmo com a segurança em baixa. “Vamos ver o que acontece após esta situação ser resolvida. A escola está em semana de provas. Só depois poderemos constatar o impacto do incidente na população, finaliza o diretor.