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Brasília

Jovem é atacado em lanchonete

Arquivo Geral

22/11/2010 7h00

Pedro Wolff e Sionei Ricardo Leão
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Um estudante de 20 anos se queixou à Polícia Civil de ter sido vítima de homofobia (ódio ou discriminação contra homossexuais). O caso aconteceu na tarde da última sexta-feira, por volta das 16h30, no estacionamento da lanchonete McDonald’s, localizada na Asa Norte.

Segundo depoimento da vítima, o motivo do desentendimento foi ter dito a outro jovem que queria “ficar” com ele. O suposto agressor, que tentava conquistar uma amiga do estudante, reagiu de forma violenta. Com a ajuda de dois colegas, depredou com vários pontapés a porta do automóvel em que estava a vítima. 

No boletim, o estudante disse que só não se feriu porque se protegeu no interior do carro. De acordo com a 2ª DP, os detalhes sobre os rumos da investigação só poderão ser informados hoje, pelo delegado-chefe da unidade.

A assessoria de marketing do McDonald’s informou ontem que a empresa não tem conhecimento do episódio. Funcionários da lanchonete situada na Asa Norte disseram que ninguém percebeu nada na sexta-feira.

Planaltina
Duas pessoas foram mortas possivelmente por engano em ocasiões diferentes em Planaltina. Em um dos homicídios, Cleise Campos da Silva, 37 anos, cuidava de seu filho, que brincava na Praça do Estudante, por volta de 20h50, do sábado. Cinco homens se aproximaram dela de bicicleta e um deles disparou duas vezes. Outro homem também foi baleado no abdome e não corre risco de morte. 

O outro homicídio foi às 2h de ontem. Alessandro Borges Saraiva, 31 anos, bebia em um bar na Estância 3, módulo 8H, quando um homem ainda não identificado entrou e disparou contra ele. Segundo agentes da Polícia, acredita-se que as duas execuções foram por engano. O grupo de ciclista que matou Cleise havia se desentendido com outros dois homens. O homem que foi baleado na ocasião já havia sobrevivido a outra tentativa de homicídio. Alessandro estava em Brasília desde março desse ano e morava no Riacho Fundo II.

Ele foi a Planaltina pela primeira vez na vida anteontem para comemorar o aniversário de um amigo e seguiu para o bar depois. Os agentes acreditam nas hipóteses de erro de execução ou em uma possibilidade mais remota de que algum desafeto de Alessandro do Riacho Fundo II tenha ido até Planaltina para matá-lo. Testemunhas já apontaram um suspeito nesse crime.

O delegado plantonista Douglas Chegury, da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), comenta que a probabilidade de erro na execução é maior no caso de Cleise. “Pelo que foi colhido até o momento, o indivíduo que a acertou estava atirando primeiro no homem. Foi uma bala perdida”. Mas adianta que em um trabalho de investigação criminal nenhuma hipótese pode ser descartada. Ele esclarece que será investigado se os dois homens tinham alguma ligação.

Chegury cita que equipes da Seção de Investigação de Crimes Violentos estão na rua em diligências desde a comunicação do fato e que, no crime ocorrido no bar, já há um suspeito. “Serão feitas muitas apurações ainda. E se for comprovada a culpa, será representado na Justiça um pedido de mandado de prisão”.
A polícia pede a ajuda da comunidade. Caso haja alguma informação sobre esses dois crimes, a denúncia anônima pode ser feita pelo número 197.

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