Cerca de 120 mil pessoas visitaram o Jardim Botânico de Brasília em 2010. A média de visitas mensais chega a 10,9 mil. O número, se comparado a outros pontos turísticos da cidade, é pequeno. No entanto, é bem maior que o quantitativo em anos anteriores. Em 2007, por exemplo, o local registrou a presença de 40 mil visitantes. Um ano depois, o número subiu cerca de 50%. Hoje é 200% maior que há três anos.
“Antes da Ponte JK, o acesso ao parque era muito complicado. Hoje, além da ponte temos uma vizinhança de mais de 500 mil pessoas. Estamos dentro da cidade”, avalia o diretor adjunto do Jardim Botânico de Brasília, Washington Siqueira. Para ele, o crescimento da região com a regularização dos condomínios habitacionais foi um fator determinante para o aumento na visitação do parque.
Além da população em geral, o parque recebe diariamente 300 crianças de escolas públicas e privadas. “No recesso escolar também recebemos várias colônias de férias”, conta Siqueira.
O parque oferece um amplo e diversificado roteiro de visitação. Nele destacam-se a visita ao orquidário, que recentemente passou por reforma, além do playgroud infantil, das áreas de piqueniques, do Jardim de Cheiro, da Casa de Chá e o do Centro de Visitação, que abriga constantes exposições e mostras culturais.
Além dos espaços físicos, o diretor lembra que a visita a JBB é uma oportunidade de conhecer espécies de animais como o veado campelo, iguanas, tucanos, papagaios, pica-paus e outros. “É fantástico quando você vem fazer um passeio matinal e se depara com espécies da flora e da fauna que nunca poderia ver dentro de um centro urbano”, comenta.
O Jardim Botânico abre diariamente, de 6h às 8h30. O acesso é gratuito para pedestres e ciclistas e de 9h às 17h. A taxa de preservação é de R$ 2. Crianças até 10 anos e pessoas com mais de 60 anos não pagam.
Parcerias para manter o meio ambiente
Com um orçamento de R$ 3,8 milhões/ano para pagamento de pessoal e manutenção de uma área de 5 mil hectares (sendo 500 hectares para visitação e as 4,5 mil restantes de área preservada), a administração do parque conta com a participação da sociedade para manter as áreas comuns.
“Temos seis voluntários que trabalham na coleta de espécies, nos viveiros e plantação de mudas”, explica Siqueira. Em 2011, o Jardim Botânico vai buscar parcerias de empresas privadas para adoção de áreas específicas do parque. “Apadrinhando os espaços conseguiremos melhorar o que hoje é oferecido ao visitante”, pondera o diretor do JBB.
Quem quiser ajudar na manutenção do JBB, que conta com apenas 22 funcionários trabalhando in loco, pode procurar a administração do local em horário comercial para se inscrever no programa de voluntariado. Já as empresas que buscam investir no local têm de procurar a Secretaria de Meio Ambiente.
Flores“fabricadas” no JBB
Boa parte das mudas plantadas em vários pontos do Distrito Federal vem do Jardim Botânico de Brasília. Isto acontece graças a um convênio firmado com a Terracap para produção de mudas de plantas do cerrado.
“Temos um viveiro em parceria com Terracap, onde priorizamos o cultivo de várias mudas nativas como o Ipê, Copaíba, Cagaita, Jatobá. Por ano, essa produção chega a um milhão de mudas” conta. Segundo ele, o objetivo da iniciativa é cobrir o passivo ambiental do DF, que tem crescido bastante com o número alto de obras em execução.
As mudas produzidas também são utilizadas para projetos de paisagismo urbano da cidade e ainda na recomposição da área degradada.
Em 25 anos, reformas estruturais só chegaram agora
A direção do Jardim Botânico investiu neste ano R$645 mil na reconstrução e reforma de algumas áreas de visitação. O orquidário ganhou novo sistema de irrigação de flores. A Casa de Chá foi reformada e o Centro de Visitação reconstruído. “Em 25 anos de vida, só agora o Jardim Botânico pôde contar com essas reformas estruturais”, contabiliza Siqueira.
Segundo ele, a maioria das obras já saiu do papel. Falta apenas a conclusão do projeto Jardim de Contemplação, com a construção de um lago de cinco hectares de extensão. “Otimizando os recursos conseguimos levar este projeto a diante e tenho certeza de que a população vai aprovar”, conclui o diretor.