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Brasília

Itapoã: Para evitar assaltos, lojistas atendem os clientes somente atrás de grades

Arquivo Geral

16/11/2010 7h34

Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br

 

Grades, medo, humilhação e constrangimento. Esses são alguns dos sentimentos de comerciantes e clientes do Itapoã, a Região Administrativa do Distrito Federal que fica a aproximadamente 30 quilômetros do Plano Piloto.
“No Itapoã é assim: os honestos estão presos e os bandidos estão soltos”, disse uma vendedora que preferiu não se identificar. Considerada pelos moradores como uma cidade violenta, pelos comerciantes como um local de poucos lucros e pelas crianças, um local sem lazer, o Itapoã tem em torno de 100 mil habitantes que vivem como reféns da delinquência.

 

A população clama por mais segurança, mas enquanto ela não chega, as lojas, drogarias, mercados e até salões de beleza funcionam com enormes grades de ferro e portas com cadeados, inclusive durante o dia. ” Acho isso um horror. É humilhante não poder pegar no produto ou até mesmo ver outras opções ou marcas”, disse a estudante de 15 anos Éricka Marques.

 

Do outro lado estão os comerciantes que dizem não ter mais o que fazer. “Já fui assaltado mais de 15 vezes, mesmo me protegendo. Meu mercado nunca ficou sem grades, mas os bandidos são audaciosos”, conta.
A família de Carmelita Rodrigues, que tem um minimercado na cidade, ainda chora a morte do patriarca Osmar Rodrigues, ocorrida há três anos. Ele, que tinha recém transplantado um coração, estava sentado em uma cadeira de plástico em frente ao pequeno comércio, quando de repente entraram três assaltantes armados pedindo todo o dinheiro do caixa.

 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (16) do Jornal de Brasília

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