Dois homens foram presos nesta quinta-feira (11), em São Sebastião sob suspeita de matar o traficante Adailton Santos Gonçalves, 33 anos, conhecido na região por “Loiro”, no dia 4 de junho deste ano. Os irmãos Weverson Rodrigues Ferreira, o “Chacal”, 35 anos, e Weverton Martins Ferreira Junior, conhecido como “De mel”, 23 anos, seriam integrantes de uma gangue da Quadra 02 da cidade. Eles são suspeitos ainda de tentar assassinar a companheira de “Loiro”.
O crime ocorreu no setor Café sem troco do Paranoá. O motivo seria um acerto de contas entre a gangue dos irmãos com outra do Resindecial Oeste de São Sebastião. Segundo a delegada Lúcia Antônia de Moraes da Coordenação de Repressão a Homicídios (CH), os acusados procuravam por um menor, integrante da gangue do Residencial Oeste.
“Esse menor confessou ter praticado dois homicídios. Ele é alvo dos irmãos porque tentou matar o Chacal por três vezes, em abril. Em uma das vezes, o atingiu com um tiro”, afirma a delegada que explicou que após não terem conseguido chegar ao menor, os dois suspeitos mudaram o alvo para “Loiro” e sua companheira.
“Os dois não tinha relação com as gangues mas eram amigos do menor. A mulher foi atingida por cinco tiros na cabeça porém, conseguiu escapar e foi socorrida em uma igreja próxima a residência do casal. Adaílton, que também foi atingido por cinco tiros, morreu no local”, explica.
BRIGA ANTIGA
Segundo a polícia, a briga entre as gangues é antiga. Em dois anos, foram investigados cinco assassinatos relacionados as desavenças entre os grupos. O menor confessou ser o autor de mais dois homícidios e cumprirá medida sócioeducativa. Weverson já tinha passagem na polícia por roubo com restrição de liberdade (sequestro relâmpago), homicídio e formação de quadrilha.
Weverton “De mel” não tinha antecedentes. Os dois responderão por homícidio e por tentativa de homicídio e podem pegar entre 12 e 30 por cada crime.
A delegada, no entanto, acredita que eles não assumirão o crime. “Uma das características dessas gangues é não confessar os crimes e depois colocar um menor para assumir a culpa”, afirma Moraes.