Não há quem não reclame da falta de estacionamento em alguns pontos do Distrito Federal. Locais como os setores Comercial Sul, Bancário Sul, Bancário Norte e Centro Comercial de Taguatinga são o retrato do caos. Na falta de espaço para estacionar os veículos, motoristas usam as calçadas e canteiros, além de formarem filas duplas e pararem sobre as faixas de pedestres.
Para tentar dar maior fluidez ao trânsito, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) intensificou a fiscalização nos locais com maior incidência de estacionamento irregular. Na primeira semana de trabalho, cerca de 400 multas já foram aplicadas, uma média de 150 a 200 por local fiscalizado.
O problema da falta de estacionamento na capital do País é recorrente. Entretanto, o número de multas aplicadas para quem estaciona em local proibido caiu no ano passado em relação a 2009. Em 2009, foram aplicadas 110.113 multas. Já em 2010, este número caiu para 93.127. O gerente de Fiscalização do Detran, Marcelo Madeira, explica a razão da queda. “As pessoas não estão mais conscientes. Pelo contrário, os motoristas estacionam onde não estacionavam. O problema é a falta de fiscalização”, garante.
Segundo ele, entre 2006 e 2010, a frota de veículos no DF aumentou 35% e, no mesmo período, o número de agentes do Detran caiu 30%. “Isso contribuiu para a fiscalização falha. Como o efetivo é menor, a fiscalização também diminui”, afirma.
ruas abarrotadas
No Setor Bancário Norte, quando a reportagem do Jornal de Brasília esteve no local, na última semana, cones impediam que os motoristas estacionassem em alguns pontos. Um agente do Detran que estava no local garantiu que, quando a viatura do órgão está próxima, os motoristas não se atrevem a quebrar as regras. Entretanto, quando os agentes saem, alguns não titubeiam em estacionar de maneira irregular.
A medida adotada pelo Detran divide opiniões. Alguns acreditam ser essencial para garantir a fluidez do trânsito. Outros reclamam por tirar as poucas vagas de estacionamento que restam. É o caso de Quitéria Sá, que trabalha no Setor Bancário Norte. Ela conta que, por diversas vezes, chegou a ir de metrô para o trabalho pela dificuldade de encontrar estacionamento.
Leia mais na edição deste domingo (06) do Jornal de Brasília