Bruna Sensêve
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A volta às aulas no Distrito Federal não deve ser tão tranquila para alunos e educadores. Questões como reformas de prédios escolares, merenda e falta de professores serão os principais problemas para o próximo governo. Com pouco tempo até o início do ano letivo, em fevereiro, a equipe do governador eleito, Agnelo Queiroz, terá a missão de garantir as condições para que as escolas possam atender seus estudantes.
De acordo com a previsão da Lei Orçamentária para o ano que vem, R$ 73 milhões estariam destinados para a construção de escolas de Ensino Médio e mais R$ 45 milhões para a construção de unidades de Educação Infantil na rede pública de ensino do Distrito Federal. A medida vem como um reflexo da análise feita pelo governo de transição que reconheceu a carência de pelo menos 80 salas de aula para o início do ano letivo, em fevereiro.
Outro ponto preocupante identificado é a existência de contratos emergenciais “capengas” para transporte escolar de alunos da rede pública. A vice-diretora do Centro Educacional 1, do Cruzeiro, Lúcia Maria de Castro, conta que a escola enfrentou diversos problemas com a precariedade do serviço prestado. “No dia 21, foi uma luta trazer os alunos para fazer a prova final de recuperação. A maior parte deles teve que pagar a própria passagem”, relata. A escola atende cerca de 450 alunos da Estrutural que precisam do transporte para assistir as aulas.
O governador eleito solicitou ao atual secretário de Educação, Sinval Lucas, que prorrogasse temporariamente os contratos da merenda escolar para garantir a alimentação dos alunos até o fim do próximo semestre. As medidas para uma nova licitação da merenda também foram iniciadas.
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