Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
O Distrito Federal não consegue reduzir o número de registros de incêndio em parques e unidades de conservação com o passar dos anos. É o que mostra um estudo feito pela Coordenação de Prevenção e Controle de Riscos Ambientais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). De acordo com os dados do estudo, parques que tiveram grande parte de sua área incendiada voltam a pegar fogo no ano seguinte, e aqueles cuja área atingida é menor são vítimas de constantes incêndios florestais.
Segundo a analista de meio ambiente do Ibram, Andrea da Rosa Pereira, o Parque Boca da Mata, em Taguatinga, foi o que apresentou a maior incidência de área queimada: nos últimos três anos, em média, cerca de 75% de sua área pegou fogo e voltou a arder nos anos seguintes. Já o parque que mais teve incidência de incêndios foi o do Recanto das Emas, que registrou nada menos do que 13 ocorrências só no ano passado, destruindo 8,5% de sua área.
Para a analista de meio ambiente, os números são expressivos e indicam que o DF precisa, com urgência, investir mais em educação ambiental. “Muitos dos incêndios florestais são causados por conta do comportamento da própria população, acostumada a queimar lixos, jogar cigarros acesos nas ruas e realizar rituais religiosos, utilizando velas e não apagando-as depois de encerradas as orações”, opina a especialista. Ela explica que, no DF, o clima seco é favorável para que qualquer faísca tenha potência para se tornar um grande incêndio florestal. “Essas práticas, ainda que inocentes, podem resultar em grandes queimadas no DF”.
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