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Brasília

Idosos nas ruas, como pedintes

Arquivo Geral

06/10/2010 9h29

A cena se torna cada vez mais comum nas ruas da cidade. Os idosos agora dividem espaço com as crianças e vendedores ambulantes nos semáforos do Distrito Federal em busca de alguém que lhes dê algum trocado. As justificativas são as mesmas, eles precisam sustentar suas famílias.

 

Há 12 anos trabalhando nas ruas, Antônio Geraldo, 59 anos, encontrou na esmola um jeito de seguir com a vida, pagar o aluguel, comprar o que comer e criar os filhos. “Eu consigo aqui uma média de R$ 20 por dia. Venho pedir para não passar fome”, se defende. Morador de Planaltina  de Goiás, Geraldo paga todos os dias uma passagem de R$ 4,25 até chegar ao local onde “trabalha”. Ele mora com a mulher e mais quatro filhos. Em sua casa, só ele e a mulher têm renda. “Eu consegui aqui uma forma de me sustentar. Uma assistente social já tentou me tirar daqui, ela me levou pra casa e no outro dia eu voltei”, lembra.

 

A perna direita de Antônio está machucada há dez anos quando ele foi atropelado por um carro. Ainda hoje, anda com ajuda de muletas. Segundo ele a cirurgia foi mal feita e a Previdência Social não reconhece os laudos dos médicos para aposentá-lo por invalidez. “Todas as vezes em que levei o laudo até o INSS eles me disseram que era nulo. Nunca recebi nada do governo, o que restou foi vir para as ruas pedir”, explica.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (06) do Jornal de Brasília

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