Com o objetivo de preservar e proteger as áreas do cerrado, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) passou a coordenar o Projeto Jardineiros do Cerrado. A finalidade do projeto é capacitar mão de obra para trabalhar na restauração da biodiversidade de áreas remanescentes ou degradadas em parques, unidades de conservação e espaços verdes urbanos, por meio de práticas que estimulem a regeneração natural.
Segundo Luiz Otávio França, assessor técnico da Superintendência de Gestão de Áreas Protegidas do Ibram, essa é uma ação inovadora e conta com parcerias da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade de Brasília (UnB).
A primeira área de atuação do Jardineiros do Cerrado está acontecendo no Setor Habitacional Noroeste, dentro das estratégias de conservação que fazem parte das recomendações do Plano de Gestão Ambiental Integrada (PGAI). Por esse motivo, o bairro deve obedecer três normas: preservação de 10% da vegetação nativa da região, o resgate dessa biodiversidade e a multiplicação por estacas e sementes.
As futuras áreas verdes do setor terão exemplares da flora original conservados. Para isso, alguns locais foram demarcados e protegidos com cercas. Espécies como Butiá, Gabiroba, Bacupari e Tocoiena Formosa estão sendo enviadas para um viveiro da Novacap e serão replantadas no bairro em jardins urbanos. Após o início das chuvas no DF, a operação será feita diretamente da área desmatada para a área preservada, sem necessidade de passar pelo viveiro.
“Essa é uma ação educativa, pois valoriza o paisagismo com espécies do cerrado”, complementa Lúcia Helena Moura, assessora técnica da Superintendência de Gestão de Áreas Protegidas do Ibram.