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Brasília

Ibaneis anuncia saída do governo e buscará unidade da centro-direita do DF

Chefe do Executivo local deixará cargo em 28 de março e ainda não desistiu de reunir partidos de seu espectro político

Suzano Almeida

11/02/2026 11h06

ibaneis abraçando familia

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O governado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou, nesta quarta-feira (11), que deixará o cargo em 28 de março, próximo ao prazo limite para desincompatibilização, e disputará uma cadeira no Senado Federal nas eleições deste ano. O chefe do Executivo local disse ainda que buscará a unidade do campo de centro-direita do DF, mesmo diante da possibilidade do Partido Liberal (PL) – principal força do campo político na atualidade – de lançar dois nomes à Câmara Alta.

O anúncio vem em meio as especulações sobre sua desistência, em decorrência de desdobramentos do Caso Banco Master, que envolve a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

A informação sobre sua saída foi confirmada pelo próprio governador ao Jornal de Brasília. Ibaneis está em seu segundo mandato e para que seja permitida a disputa do Senado, ele precisa deixar o Palácio do Buriti até o início de abril, prazo limite para a desincompatibilização.

Partido Liberal

Apesar da decisão, o maior entrave partidário para a campanha de Ibaneis Rocha é o apoio do Partido Liberal, o mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda conta com bom apoio no Distrito Federal, mesmo após a prisão do ex-chefe da República por tentativa de golpe de Estado.

O PL virá com duas candidatas ao Senado: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal e presidente da sigla no DF Bia Kicis. Ambas apoiam a candidatura da vice-governadora Celina Leão (PP) ao Palácio do Buriti, mas não ao próprio Ibaneis.

Segundo o governador, o seu trabalho será manter a união do seu campo político para as eleições. “O que posso dizer é que vou trabalhar até o último momento para manter a centro direita unida”, completou Ibaneis Rocha.

Diante da situação, o pré-candidato ao Senado não aponta, no momento, um segundo nome para compor com ele uma futura chapa ao lado de Celina.

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