Por Daniel Xavier
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O Hospital Universitário de Brasília (HUB), da Universidade de Brasília (UnB), realizou na manhã dessa quinta-feira (10), mais uma etapa de plantio no Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (HAMB). A criação da área verde, com árvores frutíferas, hortaliças e ervas medicinais, tem como objetivo fortalecer a comunidade interna do hospital. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo que busca transformar o HUB em uma referência nacional em sustentabilidade.
Em ação conjunta, os funcionários de diversos setores do Hospital Universitário de Brasília, além de pacientes da Unidade de Saúde Mental, participaram de mais uma atividade coletiva no Horto Agroflorestal da instituição, plantando mudas de tomate, alface-americana, alface-roxa e alface-crespa. A ação foi marcada por gestos de carinho e cuidado, refletindo o espírito de união e bem-estar que a iniciativa busca cultivar. Inaugurado em maio de 2024, o Horto do HUB-UnB está localizado ao lado do campo de futebol da unidade. Criado com o intuito de fomentar práticas integrativas, o espaço de saúde e integração faz parte do projeto “Territórios Verdes e Saudáveis”, que integra o esforço do HUB-UnB para se tornar um hospital sustentável.
A proposta reúne diversas frentes voltadas para a responsabilidade ambiental, como o uso consciente de energia e água, além da eliminação de copos plásticos no ambiente hospitalar. “Esse projeto envolve iniciativas que integram ações voltadas para o uso consciente dos recursos naturais. Um exemplo é a substituição dos copos plásticos: no meu gabinete, por exemplo, já não usamos mais”, destacou Maria Fátima de Souza, superintendente do HUB-UnB, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Canteiro a céu aberto
Segundo a superintendente Maria Fátima, a proposta do Horto Agroflorestal é funcionar como um verdadeiro laboratório a céu aberto, onde tanto pacientes quanto trabalhadores do hospital — e todos que circulam pelo espaço — possam participar ativamente do plantio, da colheita e do consumo de alimentos saudáveis e orgânicos. Maria Fátima, explica que o espaço foi pensado como um “laboratório vivo”, voltado não apenas para a nutrição e segurança alimentar, mas para a promoção da saúde mental, integração social e educação ambiental. “O horto é um lugar de pertencimento. Aqui, todos plantam, colhem e compartilham. É terapêutico, é pedagógico, é humano. Estamos investindo em plantas medicinais, temos uma farmácia na qual queremos fazer manipulação de medicamentos orgânicos”, declara Maria Fátima.
Uma colheita próspera



A nova fase de colheita está prevista para daqui a 40 dias, data que será avisada previamente pela equipe de comunicação do HUB-UnB. O futuro do projeto, segundo Fátima, reserva ainda mais possibilidades: parcerias com cozinhas solidárias, agricultores familiares e projetos de extensão. “Estamos semeando um novo jeito de viver o hospital, onde o cuidado ultrapassa os consultórios e floresce na terra”, afirma a superintendente.
Com as mãos na terra, Maria da Conceição Portela de Carvalho, chefe do Setor de Hotelaria Hospitalar do HUB-UnB e uma das responsáveis pela implantação do Horto Agroflorestal, contou ao JBr sobre a emoção de participar de mais uma etapa do projeto, agora em clima de comunidade. “Estar aqui hoje, ao lado de amigos, funcionários e, em breve, pacientes, refazendo o plantio e preparando a colheita é muito especial. É um processo que começou há cerca de um ano, com o preparo do solo, e que agora avança com o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e comestíveis. É um ciclo de cuidado e pertencimento coletivo”, destacou.
Maria da Conceição reforçou que o envolvimento das pessoas é o que torna o projeto ainda mais significativo. “A cada etapa, fazemos questão de convidar todos os colaboradores do hospital. Quem participa uma vez, se apaixona. O mais bonito é ver as pessoas voltando espontaneamente. Isso mostra que o horto vai muito além do cultivo: ele fortalece vínculos, promove saúde e inspira consciência ambiental dentro do hospital”, finaliza.