O Hospital Universitário de Brasília (HUB) fará nesta quarta-feira quatro cirurgias de reconstrução da mama em mulheres submetidas à remoção da glândula mamária para tratamento do câncer. Os procedimentos se somam a outros 65 que serão realizados em todo o Distrito Federal em um mutirão promovido pela Secretaria de Saúde do DF, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e hospitais e clínicas particulares. O número de cirurgias que serão realizadas no HUB equivalem ao total de todo o ano de 2010. Duas salas cirúrgicas, dois cirurgiões plásticos, anestesistas e próteses serão fornecidos pelo hospital.
Elza Noronha, vice-diretora do HUB, explica que o acordo com a SBCP previa profissionais para realizar o procedimento, mas como o HUB tem cirurgiões plásticos não houve necessidade de trazer novos médicos. “Em grande parte dos hospitais, os profissionais serão oferecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Essa é uma cirurgia que fazemos aqui, logo temos equipes capacitadas para isso”, disse. O pós-operatório também será de responsabilidade dos hospitais. Segundo Elza, o procedimento não apresenta grandes riscos às pacientes.
O coordenador regional do mutirão da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves, ressalta que, apesar de parecer pequeno o número de cirurgias que serão realizadas pelo HUB em relação ao total do DF, os procedimentos serão representativos. O cirurgião plástico explica uma pesquisa com as pacientes ajudou a identificar os casos mais urgentes. “Das 65 pacientes, uma está há 15 anos aguardando pela reconstrução. Outra teve as duas mamas removidas e elas serão reconstituídas simultaneamente”, disse.
FILA – O objetivo do mutirão é diminuir a fila de pacientes que aguardam a cirurgia de reconstrução mamária na rede pública hospitalar do Distrito Federal. Aproximadamente 300 mulheres já foram mastectomizadas no DF e esperam o procedimento. Mastectomia é o procedimento cirúrgico utilizado no tratamento de câncer de mama. As pacientes são submetidas à remoção da glândula mamária. “Essa não é a mesma fila que temos no HUB, portanto, essas cirurgias serão realizadas em pacientes que esperam na fila da Secretaria de Saúde”, explicou Elza.
O tempo médio de espera pela cirurgia na rede pública é de quatro anos. “Queremos apresentar à presidenta Dilma Rousseff o resultado do mutirão. Temos 400 profissionais dispostos a realizar cirurgias em todo país”, afirma Luciano Chaves, ao explicar que esse é um projeto piloto e que a ideia é tornar a ação nacional.