Único hospital da rede pública de saúde local a fazer cirurgias de coluna, o Hospital Regional do Paranoá (HRPa) tornou-se referência no tratamento ortopédico no DF e, com a abertura de três novas salas de cirurgia, ampliou o atendimento à população, que avalia como positivo os investimentos feitos na unidade.
“Esse hospital é excelente. Os enfermeiros e médicos são atenciosos, bem educados, e não se compara a outros lugares. Fico emocionada só de lembrar como fui bem atendida aqui neste hospital, e só tenho a agradecer”, destacou Aparecida Campos, 54 anos, mãe de uma paciente.
A filha de Aparecida, Cristiane Campos, 37 anos, está internada na enfermaria da ortopedia porque sofreu um acidente de motocicleta na cidade de Arinos-MG, e, pela falta de estrutura no local, foi transferida para o HRPa, onde foi prontamente operada e teve a implantação de seis pinos na perna direita.
Em recuperação e na preparação para fazer outras duas cirurgias corretivas, a paciente ressaltou a importância de ter sido atendida na rede de saúde do GDF.
“Tive fratura exposta e fui transferida para cá sem ao menos ter sido imobilizada. Ao chegar aqui já fui atendida. Se não fosse esse hospital e o tratamento que tive aqui, provavelmente agora estaria sem a minha perna”, avaliou Cristiane.
DESENVOLVIMENTO – O aumento do número de salas de cirurgia, que passou de uma para quatro no último ano, fez com que a unidade de saúde contasse com estrutura compatível à demanda da rede e pudesse, ainda, tornar-se referência nas cirurgias emergenciais de coluna.
Estimativas da Regional de Saúde calculam que são realizadas, mensalmente, 20 operações dessa especialidade, procedimento que, na rede particular, tem o preço superior a R$ 100 mil.
Em um ano, o HRPa realizou mais de 300 cirurgias desse tipo e conta com uma equipe de cinco ortopedistas – com especialização em coluna – e três neurologistas, profissionais que se dizem motivados em trabalhar na rede.
“Esse serviço foi criado para controlar traumas e percebemos que tem sido bem eficaz. A saúde, de modo geral, teve uma grande evolução tanto de estrutura, quanto salarial, e isso é bom tanto para os pacientes quanto para os profissionais”, lembrou o coordenador de Cirurgias de Coluna, Angelo Ganeo.
MELHORIAS – Além dos procedimentos mais complexos, o atendimento no pronto-socorro foi otimizado. A emergência e o ambulatório receberam reforço de 120 médicos, todos recém-contratados pela Secretaria de Saúde.
O HRPa também abriu 15 novos leitos de retaguarda, unidades que são utilizadas em caso de superlotação de outros hospitais da rede pública.
Com o filho Isaias Carvalho, de três anos, internado, o cozinheiro Valdicleison Fernandes, 29 anos, comprovou a melhoria do atendimento e da estrutura física do hospital. Para ele, “é nota 10”.
“Meu filho tem uma bactéria que afetou o rim e desde o pronto-socorro até a internação ele tem sido bem atendido. As médicas e enfermeiras vêm na hora certa, dão remédio, comida e aferem a pressão, tudo da melhor forma. Esse hospital é muito bom”, comentou.
A mesma opinião tem a dona de casa Laurenci Gonçalves, 50 anos, internada há mais de duas semanas na enfermaria da Clínica Médica com problemas cardíacos. Ela aproveita o tempo de recuperação para fazer crochê em uma área destinada a atividades lúdicas.
“É ruim ficar sem fazer nada e por isso trouxeram a minha linha e agulha para eu me distrair. Aqui nesse hospital tive um atendimento de qualidade e não tenho do que reclamar”, afirmou.
Com o corpo técnico qualificado e disponibilidade de salas, a espera pela realização de cirurgia de coluna chega a 72 horas, tempo padrão para o melhor tratamento e recuperação dos pacientes.
Por mês, o novo centro cirúrgico realiza 220 operações de diversas especialidades.