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Hospital acoplado de Samambaia está 80% concluído

O local onde dá acesso ao HrSam era apenas um estacionamento, mas nesta quinta-feira já foi possível ver o prédio de dois andares erguido.

A população aguarda ansiosa a entrega da extensão do Hospital Regional de Samambaia (HrSam). Felizmente, ela está próxima. Com 80% da obra já concluída, o hospital acoplado começou a ser erguido com recursos vindos de doações de empresários arrecadados pelo comitê Todos Contra o Covid, há pouco mais de um mês.

O local onde dá acesso ao Hospital Regional de Samambaia (HrSam) era apenas um estacionamento, mas nesta quinta-feira (6) já foi possível ver o prédio de dois andares erguido.

Os cerca de 150 trabalhadores da obra se dividem entre a finalização da rampa de acesso para ambulâncias – construída na entrada no acoplado – feita em ACM (material metálico usado em revestimento de fachadas) -, e o paisagismo da área externa. Por dentro, dezenas de homens e mulheres fazem a limpeza da unidade, que possui 102 leitos e é ligado ao HrSam.

A extensão servirá, neste momento, para atendimento às vítimas da covid-19, mas como trata-se de uma obra permanente, será usada, no período pós-pandemia, para melhorar a vida de quem procurar o hospital em Samambaia.

“Melhora para todo mundo. Melhora para a população, que ganha essa ampliação, e para o hospital, porque são mais leitos, todos com suporte respiratório”, afirmou o fisioterapeuta Danilo de Araújo, servidor do hospital.

“São mais de 100 leitos que serão incorporados à nossa unidade e não apenas neste momento de crise. Vai melhorar nossa capacidade de assistência, sem falar da velocidade que a obra, que tem a celeridade que o momento exige, mas com qualidade”, acrescentou o médico Bruno Guimuzzi, também do HrSam.

Recursos privados

A maior parte dos recursos para a construção do acoplado saiu do comitê Todos Contra o Covid, coordenado pelo vice-governador Paco Britto que garantiu, com empresários, o montante de mais de R$ 7 milhões para a construção do novo hospital. Outros R$ 3 milhões vieram do Instituto BRB.

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“Ter a ajuda de empresários neste momento é muito importante e mostra que todos estão enxergando as dificuldades e a necessidade de união”, enfatizou Paco. De acordo com o vice-governador, poder oferecer leitos para a população quando o mais importante é salvar vidas deixa o GDF confortável, mesmo diante da grave crise sanitária que o mundo atravessa.

“O governador Ibaneis Rocha nunca se furtou de suas responsabilidade e temos trabalhado, diuturnamente, para garantir a vida da população e também a dos empresários, que fazem a economia girar. Não está sendo fácil, mas a cada conquista, como esta do acoplado em Samambaia, nos fortalecemos”, completou.

Ceilândia foi a primeira cidade a ganhar um acoplado que funciona com quase 80 leitos, ao lado do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A extensão do HRC também aconteceu com recursos da iniciativa privada, sem nenhum gasto do Governo do Distrito Federal (GDF). Em Ceilândia, a unidade é usada, também, para atender às vítimas da covid-19. Mas, com o fim do período mais crítico da pandemia, as instalações serão usadas como uma nova ala de clínica médica do HRC.

Legado

Com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, o hospital acoplado de Samambaia tem 98 leitos de enfermaria e mais quatro de isolamento, totalizando 102. A construção foi toda feita pelo sistema modular, ou pré-moldada, o que garantiu agilidade.

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Enquanto uma construção normal levaria mais de 6 meses para ficar pronta, a modular não passa de 45 dias. “Este é o grande diferencial deste tipo de construção. O sistema modular garante a agilidade em momentos como este, que o maior foco é salvar vidas, garantir atendimento à população”, explicou o engenheiro responsável pela obra – tocada pela empresa Brasil ao Cubo -, Bruno Bertan.

om a obra bem adiantada, o engenheiro elétrico Matheus Prá, acredita que será possível entregar o acoplado antes mesmo do prazo contratual – que tem fim em 20 de maio. “Já estamos com 80% do hospital pronto e muito engajados porque sabemos que essa unidade vai salvar vidas. E essa é a motivação que nos faz vir para cá todos os dias”, afirmou.

Para o vice-governador Paco, que acompanha diariamente, in loco, o andamento da obra, o acoplado representa muito para a saúde do Distrito Federal porque não é uma unidade sazonal. “Essa extensão do Hospital de Samambaia, diferentemente dos hospitais de campanha, é uma obra perene, que ficará como legado para a população”, explicou Paco Britto.

Com informações da Agência Brasília

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