Thatyane Nardelli
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A 00h deste domingo (17) os relógios devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal, mas a medida não se aplica aos estados do Norte e Nordeste. A 40ª edição do Horário de Verão no Brasil começa e terá duração de 126 dias. A mudança traz benefícios econômicos, mas opiniões divergem quanto a dificuldade de adaptação.
O principal objetivo do novo horário é melhorar o aproveitamento da luz natural. Com os dias mais longos, é possível reduzir o consumo de energia elétrica e diminuir a demanda no horário de pico do consumo, das 18h às 21h. Na média, as pessoas chegam em casa a partir das 18h, início da noite e, uma das primeiras ações é acender a luz.
Neste período – que vai até o dia 20 de fevereiro de 2011 – as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair. Dessa forma, é possível economizar energia e proporcionar o funcionamento adequado do sistema de transmissão e distribuição de eletricidade.
Economia no DF
No Distrito Federal, a diminuição da demanda equivale a uma economia no abastecimento do sistema de energia que corresponde, por exemplo, a cidade do Guará no horário de pico. “Isso acarreta uma maior disponibilidade para se operar o sistema elétrico, aumentando a qualidade e a confiabilidade do fornecimento, o que se reverte em benefício para o consumidor final”, explica Marcelo Meloni, superintendente de Operação do Sistema Elétrico da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Durante o Horário de Verão do ano passado, foi possível registrar uma economia de 5%, com queda de 0,35% no consumo total, resultados acima da média estimada. Para este ano, a expectativa é de alcançar uma redução de energia em horário de ponta de até 4% e economia total de energia de 0,3%.
Transtorno para uns, facilidade para outros
A funcionária do ministério da Saúde, Júlia Marques, 25 anos, não encontra motivos para não gostar da mudança de horário. Além disso, ela enxerga várias maneiras para se adaptar ao Horário de Verão e aproveitar muito o dia. “Acho que o sol, a claridade, é mais convidativo. Nessa época eu até me empolgo para fazer uma atividade física, como caminhar e correr na via próxima a minha casa”, conta Júlia.
No entanto, nem todo mundo consegue se adaptar tão bem a essa mudança. É o caso da estudante de nutrição Débora Magalhães, de 21 anos, que para chegar até a Universidade de Brasília (UnB) acorda todos os dias às 5h40 da manhã. “No Horário de Verão tudo muda se compararmos com o horário normal. Fica muito mais frio e escuro”, relata a estudante que, para chegar a universidade, faz parte do caminho de bicicleta e ainda enfrenta o transporte público.
O sono é um dos fatores mais preocupantes com a mudança de horário. O corpo pode sofrer várias alterações e com Débora não é diferente. “Você faz tudo 1h mais cedo, mas até se acostumar a sentir fome e sono o corpo fica totalmente desequilibrado”, explica a estudante.
Duas semanas
Nos primeiros dias do Horário de Verão, o corpo sofre muito para se ajustar. Com mudança da rotina, nós podemos ter dificuldades para se readaptar à rotina tanto da vida pessoal, como da profissional. No entanto, o fisiologista Guilherme Melina esclarece que toda essa vagarosidade que sentimos é um processo natural. “É normal o corpo sentir-se lento. O sistema nervoso é o primeiro a ser atingido e ele está diretamente ligado ao hormonal. Com isso, começamos a nos sentir cansados”, explica Melina.
Não é preciso se assustar. O fisiologista garante que a falta de rendimento passa rápido. “Em no máximo duas semanas essa lentidão passa. É o tempo do corpo de adaptar”, explica. Há diversas maneiras de acelerar esse processo.Veja no quadro abaixo algumas dicas para acelerar a adptação.
