A Região Metropolitana do Distrito Federal está entre as mais violentas do País e estatísticas divulgadas nesta terça-feira (13), mostram que nem a presença da Força Nacional conseguiu reduzir a criminalidade na área.
Números do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno do DF e do Governo de Goiás, apontam um crescimento de 22,7% no número de homicídios nestas cidades entre janeiro e agosto deste ano, em relação a igual período do ano passado. O número de mortes passou de 347 para 426.
Luziânia está à frente no ranking da morte, com 107 homicídios este ano, seguida por Valparaíso (76) e Águas Lindas de Goiás (67). O mês mais violento na região foi o de março último, com 72 assassinatos.
Em contrapartida, alguns municípios se destacam justamente pela falta de registros de homicídios nos dois anos, neste período. É o caso de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Cabeceiras, Corumbá de Goiás, Mimoso de Goiás e Vila Boa. Todas estas, porém, apesar de fazerem parte da Região Metropolitana, estão mais distantes do DF.
Os dados do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno do DF não indicam as causas ou motivações para os crimes. Mas ocorrências recentes apontam para o tráfico e uso de drogas como grande motivador de boa parte dos nomicídios, além das guerras de gangues.
Para se ter uma ideia do problema, em agosto, em pouco mais de uma semana, dez pessoas foram assassinadas em Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso. Nessa região, a taxa de homicídios é três vezes superior à media nacional (24,5 por cem mil habitantes).
Em algumas cidades, chega a 75 assassinatos para cada cem mil habitantes. Os números assustadores fizeram representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmarem que a violência na Região Metropolitana já pode ser considerada uma epidemia.
Outro dado aponta esta como uma região violenta no estado. Quatro em cada dez assassinatos ocorridos no ano passado em Goiás foram registrados no Entorno do Distrito Federal, onde concentram-se 19 dos 246 municípios do estado. Em contrapartida, as investigações não avançam, pois há mais de dez mil inquéritos parados por falta de efetivo policial.