Kamila Farias
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Em comparação à mulher, o homem costuma levar uma vida mais desregrada, e por isso não percebe que muitas vezes está se colocando em risco. Não vai ao médico com frequência, é menos cauteloso no trânsito e acredita que a fatalidade não acontecerá com ele. Diante deste cenário, o estudo A Evolução da Mortalidade no Distrito Federal e na Área Metropolitana de Brasília (Amib), da Companhia de Planejamento (Codeplan), mostra que entre 2000 e 2010 os homens foram os mais expostos aos riscos de morte. No DF, a principal causa foram doenças circulatórias. Já na Amib, predominaram as causas externas, como violência e acidentes.
Na capital, ao analisar os diferenciais por sexo, as chances de morte dos homens foram maiores que das mulheres em todas as idades. Apesar disso, houve uma redução das mortes em menores de cinco anos de idade e aumento na faixa de 70 anos e mais. A Região Metropolitana também apresentou mudanças, porém em níveis menores. Houve redução da mortalidade dos menores de cinco anos, mas ainda foram mantidos níveis crescentes entre os adolescentes e jovens do sexo masculino.
“As pessoas estão morrendo mais velhas, o que mostra qualidade de vida. Estão deixando de morrer de causas evitáveis e morrendo devido à idade. No entanto, as causas externas têm sido um problema crônico e tem que investir em melhorias para essa área”, diz a demógrafa do estudo, Lucilene Cordeiro.