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Brasília

Homem some e família, após muito procurar, localiza o corpo 16 dias depois

Arquivo Geral

06/10/2010 7h47

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

“É um descaso o que fizeram com a gente. Por 16 dias procurei meu marido loucamente e ele estava lá, morto. Estive no hospital e me disseram que tinham dado alta para ele. Como pode?”, pergunta Maria Loureto do Prado. A mulher, de 67 anos, não contém o choro ao lembrar do que ocorreu no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O marido dela, Valdivino Ferreira do Prado, de 61 anos, saiu de casa no dia 11 de setembro e não voltou mais. No mesmo dia ele desmaiou na W3 Sul e foi levado para o HBDF. Internado, ele morreu dois dias depois no local. Só no dia 28 de setembro a família soube do que havia ocorrido.

 

Maria Loureto só foi informada da morte de Valdivino quando, durante um exame no Hospital Regional do Gama, procurou pelo nome do marido e foi avisada que ele estava no HBDF. Quando foi ao local confirmou: o corpo do marido estava lá, desde o dia 13. “Nem consigo acreditar. Estive no hospital, minha filha e meu genro também. Nos disseram que ele tinha tido alta no domingo, dia 12. Como ele pode ter tido alta se ainda estava lá? Quando minha filha foi ao hospital ele ainda estava vivo, poderia ter passado com ele os últimos momentos”, afirma.

 

Valdivino era jardineiro e saiu de casa dizendo que buscaria as ferramentas nas casas em que trabalhava. O homem se recuperava de um AVC há dois meses e não conseguia mais trabalhar. De acordo com a família, a informação que receberam, duas semanas após a morte dele, era que havia  desmaiado em frente ao Pátio Brasil e sido levado ao Hospital de Base.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (06) do Jornal de Brasília

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