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Brasília

Homem invade festa, causa tumulto e é assassinado em Ceilândia

Arquivo Geral

27/07/2012 18h38

Espancado por cinco homens na saída de uma festa na madrugada de hoje (27), no Setor P Sul, na cidade Satélite de Ceilândia no Distrito Federal.  C.T.O.D., 26 anos, ainda teve forças para ameaçar seus agressores, mas foi assassinado por um sexto homem com dois tiro na cabeça.

 

Segundo testemunhas, o jovem apareceu desorientado na festa, afirmando que foi levado a força. Descontrolado, teria agredido um casal que estava conversando no portão da casa no conjunto D da QNP 28. “A gente foi agredido por chute, murro, soco. Aí eu perguntei o que foi. Ele respondeu: ‘são todos filhos de uma p… “, contou um dos jovens agredidos que não quis se identificar.

 

Logo após essa série de atos violentos, C.T. foi abordado por cinco homens que proferiram golpes com cabos de ferro, pedras e martelos em sua cabeça, braços e pernas. Ainda segundo a testemunha, Carlos, visivelmente sob efeito de entorpecentes,  gritava acusando os agressores de covardes e que estariam ali a mando de alguém. 

 

Quando a série de agressões chegou ao fim, ainda se levantando, a vítima teria proferido alguns palavrões, mas foi interrompido por dois disparos de revólver calibre .38 efetuados por um sexto homem. Carlos Tavares morreu no local.

 

Segundo testemunhas, o grupo entrou em uma van que estava estacionada a 20 metros do local do crime e fugiu.

 

De acordo com o delegado da 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, Robson Cândido, ninguém foi preso ainda pelo assassinato mas a polícia já compôs os retratos-falados dos criminosos. O delegado não acredita que o crime tenha sido encomendado apesar de ter revelado que a vítima tinha várias passagens pela polícia por agressão, ameaça, extorsão, tentativa de assassinato e assalto. “Já ouvimos as testemunhas, montamos a identificação dos suspeitos e vamos seguir com a investigação. Não há evidências claras que indiquem que o homicídio tenha sido encomendado, mas sinais que mostram um acerto de contas por dívida de drogas já que a vítima também trabalhava como michê e era conhecido na região por oferecer entorpecentes a seus clientes”, explica.

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