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Brasília

Homem é preso acusado de estuprar a enteada de oito anos no Gama

Arquivo Geral

03/07/2013 20h17

Um homem foi preso na sede do Ministério da Saúde na tarde de ontem, sob suspeita de estuprar a enteada de 8 anos e agredir a ex-companheira. O suspeito é servidor público da pasta e tem 31 anos. De acordo com a polícia os abusos ocorriam em casa, no Gama há quase dois anos.

 

A mãe da criança descobriu os abusos depois que separou do companheiro com quem vivia uma união estável há sete anos. Com ele ela tem um filho de três anos. A separação ocorreu após ele agredir a companheira e ela dar queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no final de março deste ano. Segundo o delegado da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) Rogério Borges, a criança relatou os abusos a uma vizinha, mãe de uma amiga em Samambaia. “Após a separação, elas foram morar com a avó da criança, em Samambaia. Enquanto brincava, a mãe da amiga perguntou a ela se estava gostando de morar na cidade, foi então que ela respondeu que sim e contou os abusos que sofria no Gama”, explica.

 

A polícia investiga o caso desde o mês de abril, quando a queixa foi registrada. Na época foi instaurado um inquérito policial e a prisão veio a ocorrer apenas nesta terça-feira (02). O delegado informou ainda que além de abusar sexualmente da garota, o acusado também ameaçava a criança para que ela escondesse os fatos da mãe. “Ele era violento e agredia a criança. Quando ela aparecia com marcas pelo corpo, ela dizia a mãe ter se machucado na escola. Tudo isso era por medo das ameaças”, afirma.

 

VERSÃO DA MENOR

 

Na Delegacia a menina confirmou as agressões e contou que ele a aliciava e passava as mãos nas partes íntimas dela. O delegado Rogério Borges contou que o suspeito não penetrava a criança com a genitália. Segundo ele, essa prática é uma maneira que os estupradores usam para tentar driblar o exame no Instituto Médico Legal (IML). “Como o crime foi praticado entre quatro paredes, não há testemunhas. Porém, os relatos batem com a versão que a criança deu na delegacia”, ressalta.

 

O suspeito permanece preso preventivamente e se for condenado irá responder por estupro de vulnerável e poderá pegar uma pena de 8 a 15 anos de prisão. Por ser padrasto, a pena poderá ser aumentada. A polícia vai investigar ainda se o suspeito também abusou do filho de três anos. Segundo o delagado não há indícios do crime, mas a investigação será feita.

 

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