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Brasília

Hoje tudo volta à normalidade

Arquivo Geral

24/10/2013 7h44

Após três dias de   greve,  os metroviários chegaram a um acordo com o governo – para o alívio dos 130 mil usuários do sistema de transporte.  Os trens voltam a circular normalmente a partir de hoje. 

 

Os servidores reivindicam que seja feito um concurso público para suprir o deficit de pessoal. Em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entre o Metrô-DF e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários (Sindimetrô),  ficou decidido que  deverá ser publicado, até 13 de dezembro, o edital do concurso para o provimento de 230 vagas, mais cadastro reserva.

 

A desembargadora Elaine Vasconcelos, responsável pela conciliação, determinou que se a categoria descumprir o acordo, terá de pagar uma multa de R$ 50 mil   por dia. Caso o governo não cumpra o cronograma de publicação do edital, o valor da multa é de  R$ 1 milhão.

 

Segundo o TRT,   os valores das multas serão destinados a instituições  a serem indicadas na próxima audiência de acompanhamento, marcada para   2 de dezembro. Ficou decidido ainda que, dos três dias de paralisação, haverá compensação de um dia de trabalho.   

 

Retorno


A diretora de  Assuntos Jurídicos do Sindimetrô, Tânia Viana, assegura que a categoria volta a trabalhar hoje. “A nossa intenção nunca foi prejudicar a população. Só que chegamos a um limite em que não tínhamos mais a quem recorrer. Queremos voltar a trabalhar e conduzir a população da melhor forma possível”, declarou.

 

 O Metrô-DF informou  que há ciência com relação ao atraso da publicação do edital do concurso público,  aprovado ano passado, mas que a categoria sempre foi informada.  “Ficamos   satisfeitos com o acordo porque o nosso trabalho é servir bem o cidadão, que estava sendo prejudicado com essa greve. O importante é que isso chegou ao final”,  disse a presidente do Metrô-DF, Ivelise Longhi. 

 

Categoria calcula deficit


De acordo com o Sindimetrô, faltam funcionários para diversos cargos no Metrô. Somente dos funcionários que atuam diretamente com os usuários, haveria uma necessidade de cerca de 1,7 mil. 

 

De acordo com a entidade sindical, na polícia metroviária, há hoje cerca de 140 servidores, enquanto o ideal seriam 640 agentes. Os agentes de estação são 166 funcionários,  mas deveriam ser 750. Para o cargo de maquinista, são necessárias 300 pessoas. Atualmente, são apenas 150.


 Administração


Para o cargo de assistente  administrativo,  o quantitativo ideal seria  de 150.   Para a manutenção, a necessidade é de 900 técnicos, mas hoje trabalham  cerca de 60 nessa área. Hoje são três advogados, mas o Sindimetrô afirma que a companhia precisa de 15 profissionais, e para médicos do trabalho, são necessários quatro, mas há só um.  

 

 

 

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