Menu
Brasília

Hoje é Dia de São Cosme e de São Damião

Arquivo Geral

27/09/2013 14h05

Desde o ano passado, as irmãs Fabrisya Medina e Farnisy Carvalho começaram a distribuir doces no Dia de São Cosme e de São Damião, comemorado hoje, 27, motivadas a resgatar a tradição de presentear a molecada com os pacotinhos de guloseimas. Quando pequenas, elas lembram que era uma festa e que competição de quem conseguia mais pacotinhos era acirrada. 

 

“Em todo esquina do Cruzeiro, onde moramos até hoje, havia um morador que distribuía as guloseimas. A volta da escola era sempre uma festa”, lembra Fabrisya. “Quando chegavamos em casa, a gente corria para contar os doces e saber quem tinha mais”, completa. No entanto, com o passar dos anos, as irmãs repararam que era, a cada ano, menos comum encontrar alguém que distribuísse os doces. “Acho que minha mãe tem razão, as pessoas pararam de acreditar, de fazer promessa, e, por isso, fica cada vez mais difícil encontrar alguém disposto a resgatar a tradição”, conta ela. 

 

Fabrisya e Farnisy não fizeram nenhum pedido aos santos Cosme e Damião, que ficaram conhecido por ajudar os pobres, mas querem que as crianças da vizinhança conheçam a tradição. “Este ano foram 100 saquinhos repletos de maria-mole, pé de moleque, balinhas, chicletes e pirulitos”, detalha Fabrisya. No Brasil todo, as guloseimas são entregues por devotos dos santos ou cumpridores de promessa. A tradição é seguida à risca por fiéis católicos e de religiões de matrizes africanas. 

 

A história de Cosme e Damião 

 

Há muito tempo, uma senhora sem filhos vivia cercada de riqueza, mas sentia falta da alegria das crianças. Por um ano, nos dias pares, a senhora subia a uma montanha e fez orações pedindo a Deus a graça de ter filhos. Seu desejo foi realizado e, no dia 27 de setembro, nasceram dois meninos, gêmeos idênticos, a quem ela chamou Cosme e Damião.

 

Ainda pequenos, os meninos já exerciam a medicina e faziam muitas curas. Cosme e Damião não cobravam  nada para atender os doentes e para diminuir a tristeza dos enfermos, ofereciam doces. Os médicos do reino, que exploravam os pobres, não gostavam daquilo, e a notícia chegou ao imperador. O rei mandou persegui-los. Mas até os 17 anos Cosme e Damião continuaram curando o povo das doenças e não foram capturados.

 

Foi então que o filho do imperador ficou doente e os médicos não conseguiram ajudar o menino. Sem esperanças, o rei mandou que seus soldados fossem buscar Cosme e Damião. Os soldados acharam os dois médicos vestidos com uma roupa muito linda, azul e cor de rosa, com algumas folhas de palmeira na mão. Imediatamente levaram os gêmeos até o imperador. Cosme e Damião conseguiram o que parecia impossível, devolveram a saúde ao menino. Após curar seu filho, Cosme e Damião foram torturados porque se recusaram a servir o imperador  responderam que só reconheciam Jesus Cristo como Deus e que seus conhecimentos eram para ajudar o povo.

 

O rei não gostou da resposta e mandou torturar os médicos, para que negassem sua fé. Isso não aconteceu e os irmãos foram decapitados. A mãe de Cosme e Damião ergueu um altar em casa com flores e doces e logo começou a receber visita. Os doentes que ali passavam, ficavam bons. Assim, Cosme e Damião se tornaram santos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado