Menu
Brasília

Grevistas da UNB fazem protesto na Esplanada dos Ministérios

Arquivo Geral

15/04/2010 17h24

Os grevistas da Universidade de Brasília exigem que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assine um Termo de Compromisso garantindo o pagamento integral da URP a todos os servidores. Um pedido de reunião com o representante do governo federal e ex-aluno da UnB foi protocolado na manhã desta quinta-feira, 15 de abril, no Ministério do Planejamento (MPOG).

 

A entrega do documento ocorreu durante manifestação na Esplanada dos Ministérios, que começou às 10h. Cerca de 150 servidores e estudantes da UnB se juntaram a uma multidão de trabalhadores do serviço público que protestava contra o Projeto de Lei 549/09, que prevê o congelamento dos salários do funcionalismo público por dez anos. Segundo a Polícia Militar, 1,2 mil pessoas participaram do evento.

 

Com carro de som, bonecos gigantes, cornetas, camisas personalizadas – UnB sem 26,05%. Não à redução salarial – e cercados por correntes, os grevistas aproveitaram a proximidade da comemoração dos 50 anos da capital, no próximo 21 de abril, para fazer uma pergunta, impressa em uma faixa: “Menos 26,05% nos salários. É esse o presente que a UnB vai receber no aniversário de Brasília???”.

Às 11h20, o grupo da universidade se deslocou até o prédio do MPOG. Organizados e de forma pacífica, o grupo destacou três representantes para protocolar o pedido de reunião com Paulo Bernardo. No entanto, ao chegar à frente do prédio público, o segurança do local fechou a porta e passou o trinco.

 

“Isso é um absurdo. Esse prédio é público, foi construído com o nosso dinheiro”, protestou Cosmo Balbino, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da fundação UnB (Sintfub). Depois de 15 minutos de espera, um segurança engravatado perguntou o que o grupo queria. Dois representantes tiveram a entrada liberada. A imprensa presente para registrar o protocolamento, no entanto, foi barrada.

 

AÇÕES CONCRETAS – Dez dias após o presidente Lula mandar o MPOG pagar a URP, conforme liminar do Supremo Tribunal Federal, o ministério ainda não tomou uma atitude concreta para encerrar a greve que parou a UnB em 9 de março. É preciso que o MPOG amplie o teto para o pagamento da URP de R$ 1,8 mil para R$ 4 mil, para que nenhum professor seja prejudicado.

 

“Só palavras não bastam para nós. Queremos ações concretas pra garantir que nossas famílias e a nossa universidade não serão mais ameaçadas com o corte nos salários”, afirmou a professora Patrícia Pinheiro, do Departamento de Serviço Social, reforçando a necessidade do comprometimento do ministro em cumprir a liminar. O protesto dessa manhã ensolarada foi encerrado às 12h20. 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado