Anderson Souza
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Os professores decidiram, em assembleia ocorrida na Praça do Buriti, na manhã desta sexta-feira (27), manter a greve que já dura 47 dias, prejudicando parte dos 500 mil estudantes da rede pública de ensino. A decisão foi quase unânime.
De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), cerca de 100 professores invadiram, na manhã desta quinta-feira (26), o 6° andar do Anexo do Palácio do Buriti e ficaram na sede da Secretaria de Administração Pública. Ainda pela tarde, a Justiça determinou uma multa de R$ 10 mil a cada hora que eles continuassem no local. Mesmo assim, somente por volta das 13h desta sexta, eles resolveram deixar a sede após o governo decidir reabrir a negociação com a comissão, caso os grevistas deixassem as instalações do anexo.
Segundo um dos professores que ocupavam o andar, Enóquio Sousa Rocha, de 55 anos, o objetivo da invasão foi forçar uma negociação do governo com a categoria. “Decidimos sair depois que recebemos a promessa de que haveria uma reunião entre a comissão dos professores e representantes do GDF”, diz. O encontro está marcado para as 16h desta sexta na Secretaria de Educação.
O tenente-coronel, Maurício Gouveia, informou que cerca de 150 homens da Polícia Militar realizaram a segurança do Palácio do Buriti durante toda a ocupação. Eles estavam de prontidão caso fosse necessário o uso da força para retirar os grevistas.
De acordo com o diretor de assuntos jurídicos do Sinpro, Jairo Mendonça, a greve deve permanecer até próxima assembleia, marcada para quarta-feira (02.05), às 9h30, em frente ao Palácio do Buriti. “Dependendo do que for acordado na reunião de hoje, a greve poderá chegar ao fim depois da decisão de todos os professores na assembleia”, afirma.
Os professores estão reivindicando a reestruturação nos planos de carreira, a implantação do plano de saúde, a contratação dos concursados, a incorporação de gratificações e o pagamento das pendências financeiras.