Camila Costa
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Com uma idade em que as meninas mal deixaram de brincar de bonecas, F.L.S. já começa os preparativos para receber o primeiro filho. Apesar de ter apenas 16 anos, e da nítida insegurança com os novos acontecimentos, a futura mãe espera ansiosa para conhecer o rostinho de quem promete mudar sua vida. Ela não é uma exceção, há milhares de adolescentes grávidas. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 5.732 meninas grávidas eram atendidas pelo sistema público de Saúde do DF em janeiro de 2011.
Em um universo de mais de 44 mil mães, elas representam 13,5%, um percentual que, segundo o Ministério da Saúde, está cada dia menor. Em seis anos, a gravidez entre mulheres de 10 a 19 anos caiu 20%. No DF, entre 2007 e 2010, essa queda foi de 8,7%.
Hoje, cerca de 469 mil adolescentes vivem no DF e, segundo a Secretaria de Saúde, 35% deles buscam atendimento nos postos de saúde, mas apenas 164 mil deles demonstram preocupação com a saúde sexual.
Para a chefe do Núcleo de Atenção à Saúde do Adolescente (Nasad), Denise Leite Ocampos, a mudança é significativa no DF. Entre as regiões, o Centro-Oeste foi o que mais reduziu o número de adolescentes grávidas. “De 2000 a 2010, caímos de 9 mil grávidas para pouco mais de 5 mil. Podemos dizer, que ao contrário de outras regiões como Norte e Nordeste, o Centro-Oeste foi o que mais se destacou.”
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