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Brasília

Governo libera R$ 12 milhões a empresas

Os valores cedidos variam de R$ 4,2 mil a R$ 83 mil. O pagamento os empréstimos podem ser feitos em até 36 parcelas.

Catarina Lima

16/04/2020 7h08

A secretaria de Trabalho do Distrito Federal disponibilizou R$ 12 milhões do programa Prospera para empresários locais que enfrentam a crise causada pelo coronavírus. O programa tem como alvo as pessoas físicas ou jurídicas das áreas urbanas e rurais, que possuam atividades produtivas de pequeno porte. Os valores cedidos variam de R$ 4,2 mil a R$ 83 mil. O pagamento os empréstimos podem ser feitos em até 36 parcelas.

A secretaria decidiu suspender todos os pagamentos das parcelas dos empréstimos do Prospera, durante a vigência do Decreto 40.583/2020 e por mais dois meses após o final da vigência da medida.

Antes da chegada da pandemia da covid-19 ao Brasil, o DF enfrentava um desemprego de cerca de 20% da população economicamente ativa, o que correspondia a mais de 331 mil pessoas. Em meio à crise do coronavírus, a Federação do Comércio (Fecomércio) afirmou que seis mil pessoas perderam seus empregos no setor de bares de restaurantes.

A Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) iniciou nesta semana a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), pelo telefone, que vai analisar as consequências do coronavírus. De acordo com o presidente da Codeplan, Jean Lima, as informações servirão também para apoiar os cidadãos na busca de direitos e na melhoria de suas condições de inserção no mercado de trabalho.

O presidente da Codeplan, disse ainda que “o mercado de trabalho já se mostra fortemente impactado e que por isso a PED ganha ainda mais importância na medição desses efeitos e na busca de superação e retomada do emprego”. O objetivo da PED é conhecer e acompanhar a realidade socioeconômica do Distrito Federal, por meio da coleta de dados.

O professor de economia e ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, disse que o governo Federal precisa agir de forma incisiva para evitar que a violenta crise de recessão em que o Brasil se encontra se transforme em insolvência. Para tanto, ele apontou algumas medidas que devem ser tomadas, como a ampliação do tempo de pagamento do seguro desemprego, que hoje varia de três a cinco meses para seis meses, e flexibilização das regras de concessão do benefício; colocação em vigor do projeto de BNDES no qual os maiores bancos brasileiros financiarão as grandes empresas. Segundo o professor, a saúde das grandes empresas possibilita a existência dos pequenos negócios.

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