Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br
O mês de março foi marcado por uma denúncia feita pelo Ministério Público do Distrito Federal, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), de possíveis irregularidades na contratação do serviço de transporte de pacientes da rede pública por ambulâncias cedidas pela empresa carioca Toesa Service Ltda, com sede em Brasília. O contrato foi avaliado em mais de R$ 2 milhões mensais, e um valor total de quase R$ 13 milhões.
As denúncias colocaram em questão a situação emergencial que justificasse a dispensa de licitação e a ausência de estudos técnicos que demonstrassem a vantagem na locação dos veículos. Segundo investigações do MP, as ambulâncias da empresa eram favorecidas na hora de fazer o transporte de pacientes nos postos de saúde.
Ao todo, foram repassados 54 veículos para a secretaria, entre ambulâncias de transporte (tipo A), com motorista e auxiliar de operações da contratada; ambulância de suporte avançado (tipo D); e veículo especial, tipo van adaptado. A finalidade inicial da frota, entre outras coisas, seria reforçar o atendimento à nova gripe Influenza A (H1N1).
O promotor de Justiça da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), Jairo Bisol, afirmou, na época, que havia interesse de pessoas de dentro da própria secretaria no contrato, e que, provavelmente, elas estariam fazendo caixa dois com os fundos arrecadados.
Leia mais na edição desta terça-feira (21) do Jornal de Brasília