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Brasília

GDF vai ocupar 31% do CAD-DF em até 90 dias

Cinco secretarias serão transferidas para o complexo na primeira etapa, com economia prevista em aluguéis e uso parcial de outros órgãos.

Redação Jornal de Brasília

09/06/2026 12h45

gdf celina

“A decisão da ocupação do CAD-DF não é só em termos de economia de aluguel, mas também uma decisão em termos de mobilidade e descentralização aqui da capital, para que a gente possa ter uma mobilidade mais fluída e outros tipos também de localização estratégica aqui no Distrito Federal”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Em até 90 dias, 31% do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, deve passar a ser ocupado por órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pela governadora Celina Leão, que apresentou a medida como parte de uma estratégia para reduzir gastos com aluguel, descentralizar serviços públicos e estimular a região entre Taguatinga e Ceilândia.

Na primeira etapa, cinco secretarias serão transferidas integralmente para o complexo, enquanto Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo passarão a funcionar parcialmente no local. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF). Também estão previstas as transferências da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Secretaria de Mobilidade (Semob), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do DF Legal.

Segundo o governo, a ocupação será gradual e aproveita contratos de aluguel que já estavam próximos do vencimento ou da renovação, o que deve evitar despesas com multas rescisórias. O GDF calcula que os contratos mantidos pelas secretarias representam cerca de R$ 14 milhões por mês, e que o gasto anual com locações de imóveis chega a R$ 168 milhões. Apenas as cinco pastas transferidas nesta etapa somam economia anual superior a R$ 18 milhões.

A governadora afirmou que a mudança vai além da redução de despesas e pode influenciar a mobilidade urbana e a organização administrativa da capital. Ela também disse que a presença dos órgãos públicos deve valorizar imóveis e o metro quadrado de Taguatinga, além de beneficiar Ceilândia.

A ocupação será feita com o reaproveitamento do mobiliário e dos equipamentos já existentes nas secretarias. Nesta fase, os gastos devem se concentrar em pequenos reparos e adequações. As equipes técnicas trabalham na impermeabilização do teto, pintura da parte interna e instalação de tomadas e cabos para as novas estações de trabalho.

Para ampliar o uso do empreendimento, a Secretaria de Obras já elabora os projetos para a construção de dois novos viadutos de acesso ao complexo. As intervenções devem permitir a ocupação de 100% do CAD-DF. Além disso, o governo estuda a concessão da área comercial integrada à estação de metrô para exploração comercial, com a receita voltada à manutenção do complexo.

Durante a apresentação, foi informado que não há impedimentos jurídicos para a ocupação. O Habite-se e o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) já foram emitidos para a primeira etapa, e o terreno continua sob propriedade do Distrito Federal.

Localizado entre Taguatinga e Ceilândia, próximo a uma estação do metrô e ao terminal rodoviário da região, o CAD-DF deve concentrar parte da estrutura administrativa do governo e impulsionar a economia local. O modelo segue uma tendência já adotada por 22 estados brasileiros, que concentram parte de suas estruturas em centros integrados para aumentar a eficiência da gestão pública e facilitar o atendimento à população.

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