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Brasília

GDF suspende alteração no cálculo de remuneração de professores temporários

A governadora Celina Leão revogou a portaria após alertas sobre aumentos e reduções nos pagamentos, criando um grupo de trabalho para dialogar com a categoria.

Redação Jornal de Brasília

21/04/2026 13h55

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A governadora Celina Leão garante: “Nenhum servidor temporário vai ter qualquer mudança na sua forma de remuneração” | Foto: Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta terça-feira (21) a suspensão da portaria que alteraria o cálculo da remuneração dos professores temporários da rede pública. A decisão foi tomada após a Secretaria de Educação (SEEDF) apontar que a nova sistemática poderia elevar os valores para parte da categoria, mas reduzir os vencimentos de outros profissionais. A medida será oficializada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

“Alguns professores iriam receber a mais, e outros iriam ter uma remuneração um pouco menor. O que eu determinei foi que se suspendesse a portaria dessa mudança na forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria”, afirmou a governadora. Ela garantiu que nenhum servidor temporário terá alterações em sua remuneração.

Celina Leão também informou a criação de um grupo de trabalho na Secretaria de Educação para rediscutir o tema, com participação do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), visando preservar os pagamentos da classe.

A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, defendeu a revisão da medida, destacando a necessidade de restabelecer a previsibilidade nos pagamentos. “Nós vamos corrigir esse descompasso entre a remuneração desses professores temporários, assegurar que eles recebam a coordenação pedagógica nos moldes do que a gente fazia no ano anterior e, quando necessário, ajustar a rota”, disse ela.

A principal reclamação da categoria refere-se à metodologia de cálculo implementada no sistema EducaDF, que, segundo os professores, causaria prejuízos nos salários e nas horas de coordenação pedagógica. Eles demandam o pagamento integral da jornada conforme o piso salarial, a garantia da carga completa de coordenação e o fim da redução salarial. A secretária acrescentou que o governo atualizará a legislação e as portarias com diálogo aberto ao sindicato.

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