O governo do Distrito Federal, sob a justificativa de garantir a ressocialização efetiva de menores em conflito com a lei, implantará um novo modelo de internação de jovens no DF. Foi anunciada a cnstrução de cinco novas unidades, que devem seguir parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
Serão unidades pequenas para atender jovens da própria região, o que facilita o contato e acompanhamento familiar, fator considerado importante para a ressocialização. Cada unidade vai comportar, no máximo, 90 internos. Estes contarão com estrutura montada para a realização de oficinas profissionalizantes, aulas e prática de esportes.
O Projeto Fazendinha, na Unidade de Internação de Planaltina, e o Curso de Panificação, oferecido no Recanto das Emas, são exemplos de práticas benéficas para ressocialização.
“O trabalho de ressocialização ficou abandonado por 20 anos, por isso o Caje chegou à atual situação desesperadora. A superlotação é um problema grave e, por isso, estamos buscando soluções para mudar essa realidade”, afirma a secretária da Criança, Rejane Pitanga. A Unidade de Internação do Plano Piloto, antigo Caje, será desativado gradualmente, conforme novas unidades ficarem prontas. Com capacidade para 160 internos, o local abriga atualmente 430 adolescentes.
Duas unidades já começaram a ser construídas, em São Sebastião e Brazlândia. As outras cidades onde serão construídas novas unidades são Santa Maria, Sobradinho e Gama – esta última para ressocialização de meninas. A Secretaria da Criança se reuniu com lideranças comunitárias das cidades para apresentar o novo modelo e colher sugestões sobre o tema.