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Brasília

GDF pede R$ 50 milhões para construir aterro sanitário em Samambaia

Arquivo Geral

11/05/2012 7h03

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

Com o objetivo de organizar as políticas de resíduos sólidos no Distrito Federal, a Casa Civil se reuniu com representantes do Governo Federal para buscar apoio na solução dos problemas do lixo na capital. O GDF espera um subsídio de até R$ 50 milhões para implementar o aterro sanitário de Samambaia e mudar a realidade da destinação dos resíduos sólidos. Atualmente, 66% do que é coletado é descartado de maneira imprópria, conforme mostrou o Jornal de Brasília na edição de ontem.

Fechar o Lixão da Estrutural, construir o aterro em Samambaia, implementar a coleta seletiva e incluir os catadores de resíduos no mercado formal  são os principais pontos que o GDF pretende trabalhar nos próximos anos, com a ajuda do Planalto.  

Além disso, é estudada também a criação de 16 centros de triagem para os resíduos produzidos no DF. Oito serão construídos com os recursos do Governo do Distrito Federal, que prevê um investimento de R$ 12 milhões. Os oito centros restantes serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  

Licitação

  O cronograma estabelecido pelo Comitê de Resíduos Sólidos do GDF, coordenado pela Casa Civil, estima que até a metade deste ano a licitação do aterro sanitário de Samambaia esteja pronta. Em uma visão mais otimista, as obras se iniciariam até o final do ano. Somente com a conclusão do aterro sanitário, que pretende ser ambientalmente correto, o Lixão da Estrutural poderá ser fechado. Contudo, o projeto ainda enfrenta objeções dos moradores da região, que temem os danos ambientais.

De acordo com o coordenador do Comitê de Resíduos Sólidos, José Ricardo Fonseca, serão definidos grupos de trabalho para estudar a logística a ser realizada na execução das políticas do DF, enquanto o Governo Federal articula com os ministérios envolvidos na questão sobre os recursos.

 “O Governo Federal está interessado em apoiar o GDF. Apoio não só financeiro, como técnico. Faremos nosso grupo de trabalho como resposta  a essa ajuda, e vamos nos reunir com representantes do governo a cada dois meses para levantar os resultados”, diz Fonseca.

 

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