Ana Paula Andreolla
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As pessoas que dependem do serviço de saúde pública do Distrito Federal estão no meio de uma queda de braço entre a Secretaria de Saúde e a rede de Hospitais Privados do DF. De um lado, a atual secretária de Saúde, Fabíola Nunes, não reconhece as dívidas do GDF feitas em gestões passadas e não dá previsão de quando elas serão quitadas. Em contrapartida, quatro hospitais da rede particular já pararam de receber os pacientes que são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a tendência, segundo o Sindicato dos Hospitais Particulares, é que a situação se agrave, caso não haja uma negociação consistente.
Diante da situação, o governador do DF, Rogério Rosso, convocou toda a comissão orçamentária que envolve a saúde pública do DF para avaliar as possibilidades de negociação. Em uma reunião que durou mais de quatro horas, na casa do governador, o corregedor-geral do DF, Haendel Fonseca, garantiu que não faltará atendimento para a população que precisar de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “O GDF não vai deixar que falte atendimento em UTIs para a população do DF. Para garantir a continuidade dos atendimentos, vamos recorrer a medidas administrativas e judiciais”, alegou o corregedor.
Esse ano o GDF já repassou R$ 33,5 milhões para a rede dos hospitais privados, sendo R$ 19 milhões com contratos e R$ 14,5 milhões gastos com as despesas de pessoas que foram atendidas na rede privada por meio de ação judicial. A Secretaria de Saúde garante que toda a dívida referente à gestão de 2010 está em dia. No entanto, a dívida do GDF para com a categoria estaria acumulada, desde 2007, em R$ 103 milhões. “A gente gasta com pessoal, medicamento, leitos, equipamentos, material, um monte de coisas, e não recebemos esse dinheiro. Estamos com um deficit enorme. Se isso continuar, alguns hospitais podem até vir à falência”, alertou Daniele Feitosa, do Sindicato dos Hospitais Particulares.
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