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Brasília

GDF acolhe mais de 2 mil pessoas em abrigo contra o frio na Asa Sul

Espaço emergencial oferece refeições, banho quente, agasalhos e apoio social a população em situação de rua

Redação Jornal de Brasília

16/06/2025 20h35

Atualizada 17/06/2025 12h47

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Mais de 2 mil atendimentos já foram feitos no abrigo provisório contra o frio, na 907 Sul, desde 22 de maio | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) já realizou mais de 2.200 atendimentos a pessoas em situação de rua no abrigo provisório contra o frio, instalado desde 22 de maio no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), faz parte do Plano Distrital para População em Situação de Rua e funciona diariamente das 19h30 às 6h.

No local, os acolhidos recebem café da manhã, jantar, banho quente, colchões e cobertores, além de kits de higiene e agasalhos da Campanha do Agasalho Solidário. A estrutura conta ainda com atendimento socioassistencial e tendas específicas para mulheres e crianças montadas pela Defesa Civil.

Dentre os 2.224 atendimentos realizados até 11 de junho, 1.337 foram destinados a homens, 337 a pessoas com deficiência, 67 a mulheres, 20 a mulheres transexuais, 12 a crianças e adolescentes e 67 a animais de estimação. Em apenas 12 dias, todas as vagas do abrigo foram preenchidas.

Segundo o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, a abertura do espaço antes mesmo do início oficial do inverno, marcado para 20 de junho, foi uma medida preventiva diante da queda brusca das temperaturas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para o DF, com possibilidade de temperaturas entre 21°C e 23°C, e declínio de até 5°C em alguns dias.

O abrigo também acolhe pessoas encaminhadas por unidades do Centro Pop. É o caso de Ulisses Silva (nome fictício), 38 anos, que há 11 dias frequenta o abrigo junto à esposa. “Aqui temos janta, café da manhã, banho e apoio dos assistentes sociais. Me sinto seguro e acolhido”, afirmou.

A subsecretária substituta da Sedes, Raqueline Neves, destacou que o abrigo cumpre papel essencial de proteção social, especialmente para quem se encontra em extrema vulnerabilidade. “Todos são cadastrados, recebem kits de higiene e têm acesso a alimentação, abrigo e atendimento social”, explicou.

Além do ponto da Asa Sul, abrigos emergenciais também foram ativados este ano no Gama e em Ceilândia, somando mais de 8 mil atendimentos no DF.

A Campanha do Agasalho Solidário, idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, segue até 17 de julho. Já foram arrecadadas cerca de 4 mil peças. Doações podem ser feitas em órgãos do GDF, como o Palácio do Buriti, secretarias e administrações regionais. Os itens devem estar identificados e em sacos plásticos transparentes.


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