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Brasília

Galinho muda de local, mas mantém a mesma animação

Arquivo Geral

06/03/2011 9h32

Camilla Sanches
camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

 

Com quase duas décadas de Carnaval, o Galinho de Brasília, um dos blocos mais tradicionais da cidade, saiu às ruas ontem com seis passistas vindas do Recife, especialmente para a folia candanga. A concentração, na 201 Sul, próximo ao Setor de Autarquias, começou por volta das 15h, mas o desfile em direção ao Gran Folia – passando pela 203 Sul até a 303 Sul, conhecida como Ladeira de Olinda – só começou depois das 19h.

 

Inspirado no Galo da Madrugada, maior bloco de rua do mundo, o Galinho animou os foliões com muito frevo, sob a batuta do maestro Paulo e a Orquestra do Galinho.

 

Os bonecos gigantes, que homenageiam dirigentes do bloco também estavam lá. Este ano, os representados foram o professor Clésio Ferreira, um dos fundadores e compositor do Hino do Galinho, falecido em 2010, e Romildo Carvalho, outro fundador falecido há alguns anos.

 

“Só fazemos os bonecos quando morre um dos diretores, para homenageá-los. Somos 20 fundadores atualmente, espero ser o último a ganhar um bonecão”, brincou Franklin Maciel Torres.

 

Pernambucano, o comerciante Adalto Freitas, 56 anos, desfila no Galinho há 12 anos. Ao lado da mulher, Jaqueline Borges, 44, fantasiou-se de Maria Bonita e ela de Lampião. “O ano inteiro sou mulher e ele homem. No Carnaval, decidimos trocar”, explica.  O casal escolheu o bloco pela segurança e tranquilidade.

 

De acordo com o tenente-coronel Ninaut, até o começo da noite, nenhuma ocorrência foi registrada. O público estimado era de 3 mil pessoas, mas a PM esperava até o fim do percurso o dobro de foliões.

 

 

 

Leia mais na edição deste domingo (06) do Jornal de Brasília

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