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Brasília

Funcionários do Hospital de Santa Maria fazem manifestação na Secretaria de Saúde

Arquivo Geral

22/10/2010 15h58

Cerca de 100 funcionários do Hospital Regional de Santa Maria se reuniram no começo da tarde desta sexta-feira (22) em frente à Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Os manifestantes reivindicam a segurança de seus empregos já que a secretaria pretende transformar novamente a unidade em um hospital público.

 

Os funcionários alegam que estão no meio de uma guerra entre a Secretaria e a Real Sociedade Espanhola Beneficiência, responsável por gerenciar o hospital. Fazendo muito barulho e vestidos com os uniformes de trabalho, os manifestantes afirmam que os empasses relacionados à gestão do hospital aconteceram somente após a nomeação de Fabíola Nunes para o cargo de secretária de saúde. A situação é de insegurança para os funcionários terceirizados da regional, que correspondem a 5% do quadro. Hoje, trabalham no hospital cerca de 1800 profissionais.

 

A Secretaria de Saúde do DF pretende tirar a organização da direção do hospital e transformar novamente a regional em um hospital público. Em entrevista concedida na manhã de hoje, o governador Rogério Rosso, assegurou que o hospital será novamente administrado pelo GDF.

 

A Real Sociedade Espanhola de Beneficiência não gera lucros, apenas recebe e repassa as verbas do governo para o hospital. O contrato entre a instituição e o GDF foi firmado em 2009, na inauguração do centro de saúde. A cada ano esse contrato é renovado, contanto que sejam cumpridas as metas estabelecidas pela secretaria.

 

Durante a manifestação desta tarde, pacientes se uniram aos médicos e enfermeiros. Os moradores da região deSanta Maria temem que o hospital faça parte novamente da rede pública, sofrendo maiores problemas de administração. Segundo depoimentos de funcionários, o atraso dos últimos meses acarretou em baixas de materiais necessários para realização de atendimentos.

 

O subsecretario de saúde, Eduardo Guerra, recebeu funcionários da regional para discutir o assunto. Durante o encontro, foi agendada uma reunião para o dia 10 de novembro. Segundo Guerra, devem participar desse novo encontro representantes da instituição Real Sociedade Espanhola e da equipe de transição do governo do Distrito Federal.

 

Entenda o caso

 

Na tarde de quinta-feira (21), a superintendência do HRSM informou que não iria mais realizar atendimento de novos pacientes nas unidades de tratamento intensivo (UTI), que atualmente é a maior do Distrito Federal.

 

A alegação da regional era que não havia dinheiro em caixa suficiente para custear as despesas dos novos pacientes. No momento, a UTI tem 70 leitos e 59 estão ocupados.

 

Ainda ontem, a justiça determinou que o hospital continuasse atendendo normalmente, podendo, caso contrário, receber uma multa diária no valor de R$ 100 mil por dia e medidas punitivas.

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